A Embraer estima que o mercado global de aviação comercial deverá demandar 8.500 aeronaves de até 150 assentos até 2045, movimentando cerca de US$ 650 bilhões (aproximadamente R$ 3,32 trilhões, na cotação atual do dólar).
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A previsão foi divulgada neste sábado (18), no relatório Market Outlook 2026, que antecipa as tendências do setor antes do Farnborough Air Show, um dos principais eventos da indústria aeronáutica mundial.
A projeção coloca os jatos de menor capacidade no centro da expansão do transporte aéreo nas próximas duas décadas. Segundo a Embraer, esse segmento será impulsionado pelo crescimento das viagens regionais, pela ampliação da conectividade entre cidades de médio porte e pela necessidade das companhias aéreas de operar rotas com maior frequência e eficiência.
O estudo aponta que a demanda pelas 8.500 aeronaves de até 150 lugares representa uma oportunidade estratégica para fabricantes e operadores, especialmente em mercados emergentes, onde a expansão da malha aérea deverá ocorrer de forma mais acelerada.
Além do volume de aeronaves, a fabricante brasileira prevê mudanças importantes na distribuição do tráfego aéreo mundial. A China deverá registrar o maior crescimento anual da receita por passageiros por quilômetro (RPK), indicador que mede o fluxo de passageiros transportados. Já a América do Norte deverá concentrar o maior número de entregas de novos jatos comerciais.
Tendências econômicas
O relatório analisa tendências econômicas, demográficas e logísticas em sete regiões do planeta que influenciarão a necessidade de renovação e expansão das frotas aéreas. O documento também apresenta projeções para o segmento de cargueiros com capacidade inferior a 40 toneladas, incluindo a conversão de aeronaves de passageiros para transporte de cargas.
Para o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, Arjan Meijer, as transformações na economia global estão redesenhando o transporte aéreo.
Segundo ele, a expansão de novos polos industriais e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais aumentam a necessidade de voos frequentes entre centros econômicos emergentes. Ao mesmo tempo, a procura por destinos turísticos e por conexões diretas em cidades menores fortalece a demanda por aeronaves com capacidade inferior a 150 passageiros.
A fabricante também projeta que o tráfego aéreo global, medido pelo indicador RPK, crescerá em média 3,7% ao ano até 2045, consolidando um cenário de expansão sustentável para a aviação comercial. Entre todas as regiões analisadas, a China deverá liderar esse avanço, seguida por mercados emergentes que ampliam rapidamente sua participação no transporte aéreo internacional.
