VIOLÊNCIA

Professor é vítima de homofobia e sofre agressão

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Redes sociais
Ricardo Akira Matsufuji
Ricardo Akira Matsufuji

Um professor de 29 anos denunciou ter sido vítima de uma agressão motivada por homofobia enquanto seguia para o trabalho. Segundo o relato, ele foi atacado por um homem desconhecido, sofreu graves ferimentos no rosto e no ouvido e agora busca responsabilização criminal e civil do agressor.

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O caso aconteceu no último sábado (11), dentro de um trem da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo. A vítima, Ricardo Akira Matsufuji, publicou um vídeo nas redes sociais relatando que foi surpreendido por um golpe pelas costas, acompanhado de ofensas homofóbicas.

De acordo com o professor, a agressão provocou fratura na face, perfuração de um dos tímpanos, além de cortes e hematomas pelo corpo. Ele afirmou que não conhecia o autor do ataque.

Ao compartilhar o caso, Ricardo disse que o objetivo era alertar sobre as dificuldades enfrentadas por vítimas de violência durante a busca por justiça. Segundo ele, além da recuperação física e emocional, é necessário lidar com procedimentos em delegacias, hospitais, exames periciais e outras etapas da investigação.

O professor também criticou a forma como a ocorrência foi registrada. Segundo ele, o boletim não incluiu inicialmente a suspeita de homofobia e ainda o relacionou como vítima e autor da ocorrência, porque o agressor teria machucado a mão durante o ataque.

Após a repercussão do caso, Ricardo publicou um novo vídeo agradecendo as manifestações de apoio e informou que pretende adotar medidas judiciais nas esferas criminal e cível contra o responsável pela agressão.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como lesão corporal no 27º Distrito Policial, em Campo Belo, e encaminhado à Delegacia do Metropolitano, responsável pela investigação. A pasta destacou que a classificação da ocorrência poderá ser alterada caso surjam novos elementos durante as apurações.

A ViaMobilidade também se manifestou, informando que repudia qualquer ato de violência, discriminação ou intolerância. Segundo a concessionária, assim que a equipe operacional foi informada sobre a ocorrência, o trem foi retido na estação Eucaliptos para o atendimento da vítima e a atuação da equipe de segurança.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de casos de violência registrados no sistema de transporte sobre trilhos da capital paulista. Nos últimos meses, outras agressões em estações e trens chamaram a atenção das autoridades e reforçaram o debate sobre a segurança de passageiros.

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