VIOLÊNCIA

Filho é preso após agredir mãe em Lorena; polícia pede preventiva

Por Jesse Nascimento | Lorena
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

Um homem de 32 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (13), acusado de agredir a própria mãe, de 53 anos, no bairro Cecap, em Lorena. Segundo a Polícia Militar, ele deu um soco na boca da vítima, a empurrou e invadiu a residência sem autorização.

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A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, alegando a necessidade de proteger a integridade física da mulher.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima informou que o filho não mora mais no imóvel. Na noite da agressão, ele foi até a casa da mãe e pediu uma blusa de frio. Quando a aposentada se aproximou do portão para entregar a peça, avisou que ele não poderia entrar na residência.

Ainda conforme o registro policial, o homem reagiu com violência, desferindo um soco na boca da mãe. Em seguida, empurrou a vítima, passou pelo portão e entrou à força na casa.

A mulher acionou a PM pelo telefone de emergência. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito dentro da cozinha da residência. Ele foi abordado, detido e conduzido, junto com a vítima, ao Plantão Policial de Guaratinguetá, responsável pelos registros da região naquele horário.

Histórico de denúncias

O caso não foi o primeiro episódio de violência envolvendo mãe e filho. Conforme o boletim de ocorrência, a aposentada já havia registrado outras denúncias contra o suspeito.

Um dos registros foi feito no dia 10 de julho, quando o homem também recebeu voz de prisão em flagrante. Após passar por audiência de custódia, ele foi colocado em liberdade. O boletim da nova ocorrência não informa quais condições foram impostas pela Justiça para a soltura.

Dois dias depois, em 12 de julho, a vítima voltou à delegacia e solicitou medidas protetivas de urgência. O pedido, no entanto, ainda aguardava análise judicial quando aconteceu a nova agressão.

Prisão preventiva foi solicitada

Após analisar a ocorrência, a Polícia Civil autuou o homem por lesão corporal praticada contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar, conforme a Lei Maria da Penha.

O delegado responsável não arbitrou fiança e representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Entre os argumentos apresentados estão a necessidade de preservar a ordem pública, proteger a integridade física da vítima e o histórico de ocorrências envolvendo o investigado.

A decisão sobre a manutenção da prisão cabe ao Poder Judiciário durante a audiência de custódia. Até lá, o suspeito permaneceu recolhido na Cadeia Pública de Lorena.

Vítima sofreu lesão na boca

O boletim de ocorrência informa que a aposentada sofreu um soco na região da boca e foi empurrada pelo filho. O documento, porém, não detalha se houve necessidade de atendimento médico ou a gravidade das lesões.

Exames periciais poderão ser realizados para comprovar a extensão dos ferimentos e integrar a investigação.

Suspeito não foi interrogado

Segundo o registro policial, o homem não apresentava condições de prestar depoimento formal no momento da prisão. O boletim não esclarece o motivo dessa condição, nem informa se havia influência de álcool, drogas ou outro fator.

O interrogatório poderá ser realizado em momento posterior, respeitando o direito de defesa.

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