PENITENCIÁRIAS

Visitantes são barrados em presídios do Vale durante fiscalização

Por Da redação | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/SAP
CDP de Caraguatatuba barrou oito visitantes em dois dias
CDP de Caraguatatuba barrou oito visitantes em dois dias

O reforço na fiscalização durante o fim de semana resultou no impedimento da entrada de 13 visitantes em unidades prisionais do Vale do Paraíba e Litoral Norte. As ocorrências foram registradas entre sábado (11) e domingo (12), em presídios de Caraguatatuba, Taubaté, São José dos Campos e Tremembé, segundo informou a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).

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A maior parte dos casos ocorreu no CDP (Centro de Detenção Provisória) "Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira", em Caraguatatuba, que barrou oito visitantes em dois dias. Conforme a pasta, todas as situações foram identificadas durante a revista realizada com escâner corporal, equipamento utilizado para detectar objetos suspeitos sem contato físico.

Caraguatatuba concentra maior número de ocorrências

No sábado, seis mulheres, com idades entre 19 e 33 anos, tiveram o acesso negado após o escâner corporal indicar alterações nas imagens captadas. Conforme os protocolos da SAP, elas foram orientadas a realizar exames complementares em uma unidade de saúde para comprovar que não portavam materiais proibidos.

No entanto, todas recusaram o procedimento médico. Diante da negativa, a entrada foi proibida e o CDP instaurou procedimentos administrativos para suspender as visitantes do cadastro oficial de visitas da SAP.

Já no domingo, outras duas mulheres também foram impedidas de entrar na unidade. Uma delas, de 44 anos, mãe de um detento, desacatou policiais penais ao contestar os procedimentos de segurança. A outra, de 23 anos e companheira de um preso, apresentou irregularidades nas imagens do escâner corporal. Ambas tiveram o acesso negado e também responderão a processo administrativo para suspensão do direito de visita.

Taubaté registra visitante barrada com pacote de balas

Em Taubaté, o CDP "Dr. Félix Nobre de Campos", em Taubaté, impediu a entrada de uma mulher de 42 anos que visitaria o companheiro preso.

Durante a inspeção, o escâner corporal apontou uma anormalidade em suas vestes. Em seguida, ela retirou espontaneamente um pacote de balas escondido na roupa. A visitante alegou desconhecer as normas da SAP que proíbem determinados objetos durante as visitas e, por isso, teve o acesso negado.

São José dos Campos também teve ocorrência

No CDP de São José dos Campos, uma mulher foi impedida de visitar o companheiro após o escâner corporal indicar a presença de um objeto suspeito.

Segundo a SAP, ela negou portar qualquer material irregular e recusou ser encaminhada para uma unidade de saúde para exames complementares. Diante da recusa, a direção da unidade aplicou os protocolos de segurança e abriu procedimento administrativo para suspensão do cadastro da visitante.

Tremembé registra três casos

As unidades prisionais de Tremembé também registraram ocorrências no domingo.

Na Penitenciária 1 "Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra", uma mulher foi impedida de visitar o irmão após o escâner corporal identificar um objeto suspeito. Ela negou portar qualquer item ilícito e recusou realizar exames complementares.

Já no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) "Dr. Edgard Magalhães Noronha", o Pemano, duas mulheres foram flagradas em situações distintas. A primeira, companheira de um detento, entregou voluntariamente um cigarro que escondia no sutiã após ser identificada pelo equipamento de inspeção.

A segunda ocorrência envolveu uma mulher de 45 anos, mãe de um preso. Durante a saída da unidade, um policial penal constatou que ela havia deixado duas garrafas PET no interior do estabelecimento prisional, durante a conferência dos objetos levados pelos visitantes.

Nos dois casos, a direção do CPP instaurou procedimentos administrativos para suspender as visitantes do cadastro de visitas da SAP.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária, todas as medidas seguem o regimento Interno das unidades prisionais e têm como objetivo reforçar a segurança nos estabelecimentos penais do Estado.

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