CASO NA VIA DUTRA

Motorista que arrastou carro de idosa em SJC é ouvido e liberado

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Carro da idosa foi arrastado pela carreta na Via Dutra
Carro da idosa foi arrastado pela carreta na Via Dutra

O motorista da carreta que arrastou o carro de uma idosa de 83 anos na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, se apresentou nesta segunda-feira (6) ao 5º Distrito Policial da cidade para prestar depoimento. O investigado confirmou que conduzia o caminhão no momento do acidente e afirmou que não viu o veículo da vítima porque ele estava no chamado ponto cego.

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O acidente ocorreu no fim da manhã de 1º de julho, na altura do km 146 da Via Dutra, sentido São Paulo. O carro da aposentada Maria Auxiliadora de Carvalho foi atingido e arrastado por alguns metros pela carreta, provocando momentos de desespero. Apesar da gravidade da ocorrência, a idosa não sofreu ferimentos.

Em entrevista concedida à TV Vanguarda após o acidente, Maria Auxiliadora contou que se agarrou a um terço e rezou enquanto o automóvel era empurrado pela carreta.

Segundo a Polícia Civil, logo após a divulgação das imagens do acidente, investigadores do 5º DP iniciaram diligências para identificar o caminhoneiro, já que havia a informação de que ele teria deixado o local sem prestar socorro à vítima. O caso foi registrado como fuga de local de acidente, crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

As investigações permitiram que o motorista fosse identificado já na manhã do dia seguinte ao acidente. A equipe policial entrou em contato com o investigado e agendou seu depoimento.

Motorista disse que não viu o carro da idosa

Nesta segunda, o homem, identificado pelas iniciais S.F.S., compareceu espontaneamente à delegacia acompanhado de um advogado. Durante o interrogatório, ele confirmou que dirigia a carreta no momento da colisão.

O motorista afirmou aos policiais que não percebeu a presença do carro da aposentada porque o veículo estava em um ponto cego do caminhão. Segundo seu relato, ele só tomou conhecimento da colisão depois de ser avisado por funcionários da concessionária RioSP, que realizavam obras na rodovia.

Ainda conforme o depoimento, ele parou o caminhão imediatamente após o alerta. Como não havia acostamento ou outro local seguro para estacionar naquele trecho da Dutra, disse que seguiu até um posto de combustíveis na via marginal, onde permaneceu por cerca de duas horas aguardando a chegada da vítima.

O investigado declarou que, como a motorista não apareceu no local, prosseguiu viagem e comunicou posteriormente o ocorrido à empresa responsável pelo caminhão.

A Polícia Civil informou que a investigação continua. Entre as próximas etapas estão a análise do tacógrafo da carreta, a verificação dos dados técnicos sobre o deslocamento do veículo e a checagem das informações apresentadas pelo motorista. Outras diligências também serão realizadas para esclarecer completamente a dinâmica do acidente e apurar eventual responsabilidade criminal.

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