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Familiares e amigos pedem justiça pela morte de Victor em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Protesto de motoboys pela morte de Victor Manoel (à esquerda)
Protesto de motoboys pela morte de Victor Manoel (à esquerda)

Familiares, amigos e motoboys realizaram um protesto contra a morte do motociclista Victor Manoel dos Santos Jesus, conhecido como “Chipa Grau”, que morreu aos 23 anos após ser atingido por um carro na Estrada José Augusto Teixeira, no Jardim Torrão de Ouro, em São José dos Campos.

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O acidente ocorreu no final de junho e causou comoção entre familiares e amigos do motociclista, que deixou um filho pequeno.

A mulher e motorista de aplicativo que conduzia o carro foi presa em flagrante após atingir e matar Victor. Segundo a polícia, Juliana Santos, 38 anos, dirigia um Ford Fiesta e transportava um passageiro no momento da colisão.

O passageiro relatou à polícia que a condutora estaria consumindo cerveja enquanto dirigia e teria tentado fazer uma ultrapassagem pela contramão, quando atingiu frontalmente a motocicleta de Victor, uma Honda CG 150 Titan. O motociclista morreu no local da colisão. Equipes do Samu constataram o óbito.

A Polícia Civil informou que a motorista foi submetida a exame pericial, e o laudo médico apontou que ela estava sob influência de álcool.

Motorista foi solta após audiência

Presa em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor qualificado pela influência de álcool, a motorista foi solta após a realização de audiência de custódia e vai responder ao crime em liberdade provisória, com restrições a serem seguidas.

Indignados com a soltura da motorista, familiares, amigos e motoboys realizaram um protesto no final de semana para pedir justiça pela morte de Victor.

“Hoje eu estou aqui para pedir justiça pelo meu filho. A impunidade no Brasil é muito grande. O meu filho perdeu a vida, deixou um filho muito pequeno. E a impunidade está grande. A moça foi solta na audiência de custódia. E eu não aceito isso”, disse a mãe do motociclista.

“E eu quero justiça pelo meu filho. Sim, a gente vai parar hoje, é uma manifestação pacífica. E se não tiver nenhuma providência, nada acontecer, a gente vai parar e vai parar de novo, e de novo, e de novo. Porque eu não vou desistir. A impunidade tá muito grande. Queremos justiça”, afirmou.

Morte de Victor gerou comoção

Esse é o segundo protesto realizado após a morte de Victor. Durante a primeira manifestação, em 30 de junho, amigos destacaram que ele trabalhava como motoboy e estava “fazendo o corre” quando teve a vida interrompida no trânsito.

A morte do motociclista também gerou grande comoção nas redes sociais. Amigos, familiares e integrantes de grupos de motociclistas publicaram homenagens ao jovem, que era conhecido pelo apelido de “Chipa Grau”. Nas mensagens, ele foi lembrado como uma pessoa alegre, sorridente e apaixonada por motocicletas.

Em uma das publicações, amigos lamentaram a perda e escreveram que Victor era “pureza” e levava felicidade por onde passava. Outros comentários desejaram força aos familiares e destacaram a dor pela morte precoce do motociclista. “Perdemos mais um guerreiro na pista”, escreveu um dos amigos.

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