HOMICÍDIO

Polícia procura matador de Thauan, morto a tiros em Cruzeiro

Por Jesse Nascimento | Cruzeiro
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Polícia Civil busca suspeito de ter matado Thauan Fernando
Polícia Civil busca suspeito de ter matado Thauan Fernando

O jovem morto a tiros em Cruzeiro foi identificado como Thauan Fernando da Silva Rodrigues, 21 anos, após homicídio registrado na rua Embaú, na Vila Romana, na madrugada deste sábado (4). A Polícia Civil busca um suspeito visto em imagens com blusa azul e apura a dinâmica do crime.

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A ocorrência foi comunicada à Polícia Civil às 2h50 e registrada no plantão da Delegacia Seccional de Cruzeiro. De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe plantonista foi avisada pela Polícia Militar sobre um homicídio. Em seguida, a Polícia Civil acionou a DIG e a Perícia Técnico-Científica para o atendimento no local.

O histórico policial informa que, com auxílio de imagens, as equipes visualizaram um suspeito com blusa azul. De acordo com o registro, ele teria praticado o homicídio e deixado o local. O autor ainda não tinha sido identificado até a emissão do boletim.

A Polícia Civil também apurou que o suspeito teria retirado a blusa logo após o crime, possivelmente para dificultar o reconhecimento. Equipes fizeram buscas nas redondezas para tentar encontrar o suspeito ou a peça de roupa, mas não houve localização até o fechamento do boletim.

Perícia constatou disparo de arma de fogo

O boletim aponta que a perícia constatou impacto de disparo de arma de fogo na estufa, com projétil que atravessou uma chapa metálica. No interior da residência, foi localizado um fragmento metálico bastante deformado, com características compatíveis com projétil de arma de fogo.

O documento também informa que não havia sinais de arrombamento nem sinais de busca por objetos dentro da residência. Os cômodos estavam organizados, sem gavetas ou móveis revirados.

Na área do bar, a perícia não apontou outro elemento de grande relevância, com exceção de pinos com substância análoga à cocaína, que foram apresentados na delegacia. Os objetos estavam próximos a uma mancha de sangue.

Investigação do crime

A perícia registrou um par de chinelos em frente ao balcão. O boletim aponta que isso pode indicar que a vítima estava, possivelmente, atendendo alguém no momento do crime. Uma bicicleta também foi vista em frente à estufa.

Esses elementos não fecham a autoria, mas ajudam a Polícia Civil a avaliar se houve aproximação direta do suspeito, se a vítima conhecia quem se aproximou e se o ataque teve planejamento prévio. Em homicídios, objetos aparentemente simples podem orientar a cronologia do fato.

O boletim registra a apreensão de quatro pinos com substância aparentando cocaína. O material foi lacrado e apresentado na delegacia.

A presença do material não define a motivação do homicídio. A investigação ainda precisa apontar se os pinos tinham relação com o crime, com a vítima, com o local ou se eram um elemento paralelo encontrado durante o atendimento da ocorrência.

A ocorrência foi registrada no plantão da Delegacia Seccional de Cruzeiro e deve seguir para a unidade competente. O boletim informa atuação da DIG nas diligências iniciais.

O boletim informa que um vídeo foi juntado ao procedimento. Esse material pode ajudar a confirmar a roupa do suspeito, o momento dos disparos ou a fuga.

Até a última informação do registro policial, não havia prisão. O autor constava como desconhecido.

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