CINEMA

Cineasta de SJC leva curta sobre surfe para festival na França

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Diretor e cineasta Joseense Luiz Paulo Lopes
Diretor e cineasta Joseense Luiz Paulo Lopes

O diretor e cineasta Luiz Paulo Lopes, de São José dos Campos, conquistou um importante reconhecimento internacional. Aos 23 anos, ele teve o curta documental "O Chamado do Oceano" selecionado para a 22ª edição do Festival Internacional de Cinema de Surf de Anglet, na França, considerado um dos principais eventos mundiais dedicados ao cinema de surfe. O festival será realizado entre os dias 19 e 22 de agosto.

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Além de integrar a programação oficial, o documentário também disputará o prêmio de Melhor Curta-Metragem, ampliando a projeção internacional da produção brasileira.

"O Chamado do Oceano" aborda a relação entre o surfe e a preservação ambiental por meio dos depoimentos de três personalidades ligadas ao esporte. O filme apresenta diferentes perspectivas sobre a conexão entre o ser humano e o oceano, reforçando a importância da conscientização para proteger os ecossistemas marinhos.

As imagens foram registradas em diferentes partes do mundo, incluindo Okinawa, no Japão, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Ubatuba, construindo uma narrativa que une cultura, esporte e sustentabilidade.

O reconhecimento internacional ocorre após outra importante conquista do documentário. Em 2025, "O Chamado do Oceano" foi exibido durante a COP30, em Belém (PA), no espaço cultural do evento, no Dia dos Oceanos, reforçando o papel da obra no debate sobre mudanças climáticas e preservação ambiental.

Em nota, os realizadores comemoraram a seleção para o festival francês.

"Ver essa história atravessar oceanos e chegar a um dos mais tradicionais festivais de cinema de surfe do mundo confirma que as conexões entre o mar e as pessoas ressoam muito além das ondas que inspiraram este filme", afirmaram.

Cineasta de São José dos Campos

Nascido e criado em São José dos Campos, Luiz Paulo Lopes é formado em Cinema e Audiovisual pela ESPM. Segundo o diretor, sua relação com o audiovisual começou ainda na infância, aos 10 anos, quando produzia vídeos em stop motion.

Antes do documentário, dirigiu videoclipes para artistas e bandas como Viper, Naimaculada, Zumbis do Espaço e Brutal Brega, projeto liderado por João Gordo.

"O Chamado do Oceano" nasceu como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e se tornou o maior projeto da carreira do cineasta.

"Sou de São José dos Campos. Nasci aqui, minha família é daqui e continuo morando aqui. Esse documentário foi o maior projeto que já dirigi", contou Luiz Paulo, que é filho de João Márcio Francis, guitarrista de thrash metal, natural de São José dos Campos e integrante da banda Attomica.

Agora, o diretor se prepara para viajar à França para acompanhar a exibição do filme. Segundo ele, a passagem já foi adquirida, mas ainda busca patrocinadores para ajudar nos custos da viagem.

Produção reúne nomes do surfe e do audiovisual

O documentário reúne personagens reconhecidos dentro do universo do surfe, como Carlos Burle, surfista de ondas gigantes e ativista ambiental; Renata Porcaro, surfista de longboard, oceanógrafa e idealizadora de retiros de surfe para mulheres; e Rodrigo Matsuda, brasileiro descendente de japoneses que vive em Okinawa e produz pranchas artesanais de madeira.

A direção é assinada por Luiz Paulo Lopes e Rodrigo Moreno. A fotografia é de Maria Luisa Hoffmann, com produção de João Pastoriza, roteiro de Lucca de Rossi e Rodrigo Moreno, direção de arte de Namie Arakama e trilha sonora composta por Luiz Paulo ao lado do pai, João Márcio Francis, músico joseense e ex-integrante da banda Attomica. As imagens aquáticas e de drone são de Lucas Pupo, que trabalhou no filme "Ainda Estou Aqui", e Camila Othon.

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