MORTE

Morre policial acusado de matar namorado da ex-mulher em SJC

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Zueber morreu meses após matar Wagner
Zueber morreu meses após matar Wagner

O policial civil aposentado Zueber Pasqualino Grieco, de 67 anos, morreu na última quarta-feira (24), enquanto cumpria prisão preventiva pelo homicídio do namorado de sua ex-mulher, crime ocorrido em São José dos Campos. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela reportagem.

Segundo apurado, Zueber estava detido em uma unidade prisional na Grande São Paulo, onde teria contraído meningite bacteriana. Após apresentar complicações de saúde, ele foi internado e permaneceu hospitalizado por cerca de dez dias, mas não resistiu ao agravamento da doença.

O sepultamento ocorreu na quinta-feira (25).

O caso chamou a atenção de toda a região

Zueber Pasqualino Grieco foi preso em janeiro após ser acusado de matar a tiros o contador Wagner Eduardo dos Santos Prado, de 43 anos, namorado de sua ex-mulher. O crime aconteceu dentro do apartamento da mulher, em um condomínio localizado no bairro Jardim Aquarius, em São José dos Campos.

De acordo com as investigações, o policial aposentado entrou no imóvel e encontrou Wagner no local. Durante a ocorrência, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo na região do tórax e morreu antes da chegada do socorro.

Após o crime, Zueber foi preso em flagrante. Em audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça converteu a prisão em preventiva, mantendo o acusado detido enquanto o processo tramitava.

Durante a investigação, a Polícia Civil concluiu que não havia elementos que sustentassem a alegação de legítima defesa. Conforme o boletim de ocorrência, Zueber teria iniciado as agressões, mesmo diante da tentativa de intervenção de familiares que estavam no apartamento.

A defesa do policial aposentado, por outro lado, sustentava que ele agiu para proteger a própria vida. Em nota divulgada à época, o advogado afirmou que a versão era corroborada pelos depoimentos dos policiais que atenderam a ocorrência e pela única testemunha presente no imóvel, o filho do ex-casal.

Com a morte de Zueber, caberá à Justiça analisar os desdobramentos processuais do caso, uma vez que a punibilidade do acusado é extinta em razão do falecimento.

Comentários

Comentários