CARVALHO PINTO

Motociclista morto em acidente em Jacareí é identificado: Hidael

Por Jesse Nascimento | Jacareí
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução/Vale 360 News/Arquivo
Acidente fatal com o motociclista ocorreu na rodovia Carvalho Pinto
Acidente fatal com o motociclista ocorreu na rodovia Carvalho Pinto

O motociclista de 40 anos que morreu após colidir com outra moto no km 84,5 da rodovia Carvalho Pinto (SP-070), sentido leste, em Jacareí, foi identificado como Hidael Fernandes Barbosa.

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O acidente aconteceu por volta das 8h40 de domingo (21). O motociclista da segunda moto envolvida na colisão sofreu aparente fratura no braço direito.

A Polícia Civil não encontrou indícios de racha entre as motos na análise inicial e requisitou perícia, necropsia e exame toxicológico.

A vítima fatal conduzia uma Suzuki GSX-R1000 azul, ano 2013. O outro motociclista pilotava uma Honda Shadow 750 prata, ano 2008, e recebeu socorro após a queda.

O acidente ocorreu em um trecho de viaduto da Carvalho Pinto. Após a colisão, Hidael perdeu o controle da motocicleta, caiu na área do canteiro central e foi projetado para fora da estrutura, com queda sobre uma via situada abaixo da rodovia.

A vítima fatal possui uma microempresa registrada em seu nome, na cidade de Mauá (SP), cuja atividade principal é a recuperação de materiais plásticos.

Colisão entre motos

A Polícia Militar Rodoviária recebeu o chamado para atender um acidente de trânsito, uma colisão entre motos na Carvalho Pinto. Durante o deslocamento, a equipe recebeu pelo rádio a informação de que um dos motociclistas havia caído do viaduto.

Por causa dessa informação, os policiais seguiram diretamente para a via inferior, onde localizaram Hidael. Um médico da concessionária que administra a rodovia já prestava atendimento e confirmou a morte no local.

O outro motociclista permaneceu na parte superior da rodovia. Ele estava dentro de uma ambulância e recebeu assistência médica por causa de uma aparente fratura no braço direito.

Após o primeiro atendimento, o sobrevivente foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial. O boletim não apresenta atualização posterior sobre o quadro clínico dele.

Depoimento do motociclista sobrevivente

O sobrevivente declarou que seguia pela pista sentido leste da Carvalho Pinto com a Honda Shadow 750. Segundo a versão apresentada no local, a Suzuki GSX-R1000 atingiu a lateral da motocicleta dele.

O sobrevivente afirmou que a Suzuki trafegava em alta velocidade. Após o impacto lateral, ele perdeu o controle da Honda e caiu sobre a pista.

Hidael ainda teria tentado recuperar o controle da Suzuki. A motocicleta, porém, seguiu para a área do canteiro central. O condutor caiu no trecho entre as pistas e acabou lançado para fora do viaduto.

Essa narrativa integra a apuração, mas ainda não constitui uma reconstrução técnica definitiva. A conclusão depende das marcas no asfalto, danos nas motocicletas, posição final dos veículos, imagens, testemunhos e cálculos periciais.

Os policiais encontraram uma das motos parcialmente sobre o barranco entre o canteiro central da rodovia e o ponto da via inferior onde estava a vítima fatal.

A outra motocicleta permaneceu no acostamento da Carvalho Pinto. A diferença entre as posições finais indica que os dois veículos seguiram trajetórias distintas após o contato lateral e a perda de controle.

Motociclista caiu do viaduto

O boletim indica que Hidael foi projetado após a sequência formada por colisão lateral, perda de controle, entrada no canteiro central e queda na estrutura do viaduto.

O documento não informa a altura entre a rodovia e a via inferior, a velocidade exata das motos ou o ponto preciso em que o motociclista se separou do veículo.

Também não há descrição sobre contato com defensa metálica, barreira de concreto, guarda-corpo ou outro elemento da estrutura. Essas respostas dependem do exame do local e dos vestígios presentes no trecho.

A Polícia Civil fez inspeção visual e registros fotográficos. O Instituto de Criminalística recebeu a requisição para analisar o cenário e avaliar uma eventual reconstrução da dinâmica.

O óbito foi atestado no local por um médico da concessionária. O IML (Instituto Médico Legal) recebeu a solicitação para remover o corpo e realizar o exame necroscópico.

A necropsia deve estabelecer a causa médica da morte e identificar as lesões provocadas pela colisão, pela queda da motocicleta e pelo impacto após a projeção do viaduto.

Polícia não confirmou racha

A autoridade policial registrou que a análise preliminar não encontrou indícios seguros de disputa automobilística, prática conhecida como “racha”.

Essa conclusão inicial não significa que a velocidade deixou de fazer parte da apuração. O sobrevivente afirmou que a Suzuki trafegava em alta velocidade, mas uma percepção testemunhal não substitui o cálculo técnico.

A perícia pode estimar velocidade por meio de marcas de frenagem, distância percorrida, deformações, posição final, vídeos, dados eletrônicos e outros vestígios. Nem todos esses elementos estavam disponíveis no momento do primeiro registro.

Também não havia substrato mínimo para apontar outra conduta criminosa. Por esse motivo, a ocorrência recebeu, naquele momento, as naturezas de colisão não criminal, morte suspeita e morte acidental.

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