A Penitenciária 1 de Potim, no Vale do Paraíba, está em alerta após uma grave sequência de confrontos entre detentos que terminou com dois presos mortos e quatro feridos.
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A unidade, que enfrenta um cenário de superlotação, teve a segurança reforçada e segue sob monitoramento intensivo da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) e da Polícia Penal.
O presídio foi projetado para receber 748 detentos, mas atualmente abriga 1.302 presos, número que representa uma ocupação muito acima da capacidade. A situação também se repete no Pavilhão de Regime Semiaberto, destinado a presos do semiaberto, que possui capacidade para 96 internos, mas atualmente comporta 129.
A crise teve início na tarde de sábado (20), quando um detento fez outro preso refém, desencadeando uma série de confrontos dentro da unidade prisional. A negociação foi conduzida por equipes da Polícia Penal e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), com apoio da Polícia Militar. Após horas de negociação, os dois presos envolvidos na tomada de refém se entregaram.
C
onfronto entre presos deixou dois mortosEnquanto as equipes atuavam para encerrar a crise, novos episódios de violência foram registrados entre os detentos. O confronto resultou na morte de dois internos e deixou outros quatro feridos. As vítimas receberam os primeiros atendimentos na enfermaria da própria penitenciária antes de serem transferidas para outras unidades do sistema prisional paulista.
Após o fim da ocorrência, encerrada por volta das 6h deste domingo (21), a SAP determinou a transferência dos presos envolvidos para outras penitenciárias do Estado de São Paulo, como forma de reduzir os riscos de novos conflitos e restabelecer a ordem na unidade.
A secretaria também reforçou o esquema de segurança na Penitenciária I de Potim. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) realiza uma revista geral nas dependências do presídio, com apoio da Polícia Militar, para localizar materiais ilícitos, reforçar o controle interno e evitar novos episódios de violência.
Durante toda a ocorrência, os visitantes que estavam na unidade permaneceram temporariamente no local por medida de segurança. Segundo a SAP, todos foram liberados sem ferimentos e receberam assistência da administração penitenciária.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou ainda que todos os detentos envolvidos na rebelião responderão judicialmente pelos crimes praticados durante os confrontos.