CRIME DO LAGO

SJC: morte de Rodolfo e Kátia faz 16 anos; matador está foragido

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Rodolfo e Kátia foram assassinados em 2010, em São José
Rodolfo e Kátia foram assassinados em 2010, em São José

Saudade e raiva.

Esses são os sentimentos que afloram no peito da família de Rodolfo Rodrigues Cabral, 25 anos, e Kátia Carolina de Carvalho, 23 anos, cuja morte completou 16 anos nesta semana. O casal foi assassinado na noite de 12 de junho de 2010, em São José dos Campos, em um caso que ficou conhecido como "Crime do Lago".

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Passados mais de uma década e meia, o homem condenado pelo duplo homicídio, Fabiano Ferreira Secundo, segue foragido, enquanto a família das vítimas mantém o apelo para que ele seja preso e cumpra a pena.

Fabiano foi condenado pelo Tribunal do Júri a 26 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato dos namorados. No entanto, após responder parte do processo em liberdade, fugiu e nunca mais foi localizado. A família afirma que somente com a prisão do condenado será possível ter um pouco de tranquilidade.

Irmã luta para caso não ser esquecido

A dor permanece especialmente para a atendente de loja Paty Cabral, 51 anos, irmã de Rodolfo, que transformou as redes sociais em um espaço para manter viva a memória do irmão e cobrar justiça.

"Não vou deixar esse caso cair no esquecimento. Só quero que ele seja preso e cumpra a pena. Talvez assim a nossa família consiga ter um pouco de paz", afirma.

Segundo Paty, o assassinato teve consequências devastadoras para toda a família. Ela relata que o sofrimento provocado pelo crime desencadeou uma sequência de perdas que jamais conseguiram ser superadas.

"Minha família entrou em depressão. Depois do assassinato do meu irmão, perdi minha mãe, meu irmão mais velho, meu tio e, recentemente, meu pai. Todos foram consumidos pela tristeza que esse crime causou. A saudade será eterna."

Sonhos interrompidos

Paty lembra que Rodolfo era um jovem querido por amigos e familiares. Trabalhava como açougueiro no Mercado Municipal de São José e alimentava o sonho de se tornar jogador de futebol.

Segundo ela, Rodolfo havia conhecido Kátia apenas um mês antes do crime. O Dia dos Namorados de 2010 marcou o primeiro encontro romântico do casal.

"Meu irmão era um sonhador. Todo mundo gostava dele. Eles estavam começando uma história quando tudo acabou."

O 'Crime do Lago'

O duplo homicídio aconteceu na noite de 12 de junho de 2010, no bairro Jardim Santa Júlia.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Fabiano Ferreira Secundo, ex-namorado de Kátia, não aceitava o fim do relacionamento. Movido por ciúmes, ele perseguiu o casal e os surpreendeu próximo a um lago, onde efetuou os disparos.

Dias depois, durante as investigações, Fabiano confessou o crime na delegacia. O depoimento gravado foi apresentado durante o julgamento. Posteriormente, em plenário, ele negou a autoria e afirmou que teria sido coagido por policiais civis a confessar os homicídios.

Na casa do acusado foram apreendidas munições de diversos calibres e uma arma de brinquedo. A arma utilizada no crime nunca foi encontrada.

Fabiano permaneceu preso por cerca de três anos e três meses no Centro de Detenção Provisória. Em seguida, conseguiu responder ao processo em liberdade até ser levado a julgamento.

Condenação e fuga

Em 24 de abril de 2015, após um julgamento que durou aproximadamente 16 horas, o Tribunal do Júri condenou Fabiano (foto abaixo) a 26 anos de prisão, reconhecendo que os dois homicídios foram cometidos por motivo fútil.

Mesmo condenado ao cumprimento da pena em regime fechado, ele não foi preso definitivamente e acabou fugindo após perder recursos na Justiça. Desde então, permanece foragido.

Para a família de Rodolfo e Kátia, a condenação só estará completa quando o responsável pelo crime for localizado.

"Enquanto ele estiver solto, nossa dor continua aberta. A justiça só será feita quando ele estiver preso pagando pelo que fez", desabafa Paty.

Dezesseis anos após um dos crimes que mais marcaram São José dos Campos, a família segue convivendo com a ausência das vítimas e com a esperança de que o condenado seja capturado para cumprir a pena determinada pela Justiça.

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