O administrador de uma página de notícias policiais com cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais relatou à Polícia Civil ter sido vítima de sequestro e cárcere privado em São José dos Campos. O caso foi registrado na noite desta segunda-feira (16) e será investigado pela Polícia Civil.
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Segundo o boletim de ocorrência, Pedro Paulo Portinari, de 49 anos, responsável pela página GPN, afirmou que foi abordado por dois homens desconhecidos na manhã de segunda-feira e permaneceu sob poder dos suspeitos por mais de 11 horas.
"Agora estou bem. Eu fui vítima de um sequestro, já está sendo investigado. Graças a Deus estou bem", afirmou Portinari à reportagem de OVALE.
Ele chegou a pedir socorro em grupos de WhatsApp. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, do Samu e da Polícia Civil.
Pedro foi abordado no centro da cidade
De acordo com o relato registrado no boletim de ocorrência, Pedro informou que foi abordado por volta das 7h45, em frente à residência dele, na Rua Siqueira Campos, na região central de São José dos Campos.
Segundo a vítima, dois homens que ocupavam um veículo hatch prata o obrigaram a entrar no automóvel e o levaram para a Rua São Pedro, nas proximidades da comunidade conhecida como Vila do Chaves.
Ainda conforme o registro policial, o local seria conhecido por atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
Pedro afirmou que permaneceu no local contra a própria vontade até cerca de 19h, quando conseguiu escapar e pedir ajuda.
Vítima foi encontrada em estado de choque
A Polícia Militar informou que foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de sequestro e cárcere privado na região da Vila Maria.
Durante o deslocamento, os policiais conseguiram localizar a vítima no cruzamento da Avenida 23 de Maio com a Rua Carvalho de Araújo, na área central da cidade.
Segundo os agentes, Pedro apresentava forte abalo emocional, estava nervoso e em estado de choque. Diante da situação, o Samu foi acionado para prestar atendimento.
Após os primeiros socorros, ele foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Alto da Ponte.
Ameaças e coação
No depoimento relatado aos policiais, Pedro afirmou que sofreu ameaças de morte durante todo o período em que esteve sob poder dos criminosos.
Ele também declarou que teria sido coagido pelos suspeitos a fazer uso de substâncias entorpecentes.
Apesar do relato, a vítima informou que não houve roubo de bens, celulares, cartões ou qualquer movimentação bancária em suas contas.
Segundo o boletim de ocorrência, os autores também não conseguiram acessar aplicativos financeiros da vítima.
Investigação
A Polícia Militar informou que não presenciou os fatos e apenas registrou as informações fornecidas pela vítima. Pedro não conseguiu apresentar características detalhadas dos suspeitos que permitissem a identificação imediata dos autores.
O delegado de plantão determinou o registro da ocorrência e o encaminhamento do caso ao distrito policial responsável pela área dos fatos, que dará sequência às investigações.
Até o momento, ninguém foi preso.