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Grupo Portinari: dono de página policial relata sequestro em SJC

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem ilustrativa/Gerada com IA

O administrador de uma página de notícias policiais com cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais relatou à Polícia Civil ter sido vítima de sequestro e cárcere privado em São José dos Campos. O caso foi registrado na noite desta segunda-feira (16) e será investigado pela Polícia Civil.

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Segundo o boletim de ocorrência, Pedro Paulo Portinari, de 49 anos, responsável pela página GPN, afirmou que foi abordado por dois homens desconhecidos na manhã de segunda-feira e permaneceu sob poder dos suspeitos por mais de 11 horas.

"Agora estou bem. Eu fui vítima de um sequestro, já está sendo investigado. Graças a Deus estou bem", afirmou Portinari à reportagem de OVALE.

Ele chegou a pedir socorro em grupos de WhatsApp. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, do Samu e da Polícia Civil.

Pedro foi abordado no centro da cidade

De acordo com o relato registrado no boletim de ocorrência, Pedro informou que foi abordado por volta das 7h45, em frente à residência dele, na Rua Siqueira Campos, na região central de São José dos Campos.

Segundo a vítima, dois homens que ocupavam um veículo hatch prata o obrigaram a entrar no automóvel e o levaram para a Rua São Pedro, nas proximidades da comunidade conhecida como Vila do Chaves.

Ainda conforme o registro policial, o local seria conhecido por atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

Pedro afirmou que permaneceu no local contra a própria vontade até cerca de 19h, quando conseguiu escapar e pedir ajuda.

Vítima foi encontrada em estado de choque

A Polícia Militar informou que foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de sequestro e cárcere privado na região da Vila Maria.

Durante o deslocamento, os policiais conseguiram localizar a vítima no cruzamento da Avenida 23 de Maio com a Rua Carvalho de Araújo, na área central da cidade.

Segundo os agentes, Pedro apresentava forte abalo emocional, estava nervoso e em estado de choque. Diante da situação, o Samu foi acionado para prestar atendimento.

Após os primeiros socorros, ele foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Alto da Ponte.

Ameaças e coação

No depoimento relatado aos policiais, Pedro afirmou que sofreu ameaças de morte durante todo o período em que esteve sob poder dos criminosos.

Ele também declarou que teria sido coagido pelos suspeitos a fazer uso de substâncias entorpecentes.

Apesar do relato, a vítima informou que não houve roubo de bens, celulares, cartões ou qualquer movimentação bancária em suas contas.

Segundo o boletim de ocorrência, os autores também não conseguiram acessar aplicativos financeiros da vítima.

Investigação

A Polícia Militar informou que não presenciou os fatos e apenas registrou as informações fornecidas pela vítima. Pedro não conseguiu apresentar características detalhadas dos suspeitos que permitissem a identificação imediata dos autores.

O delegado de plantão determinou o registro da ocorrência e o encaminhamento do caso ao distrito policial responsável pela área dos fatos, que dará sequência às investigações.

Até o momento, ninguém foi preso.

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