A despedida de Maria Eduarda Rocha da Silva, de apenas 16 anos, foi marcada por uma mistura de dor, amor e solidariedade.
Conhecida pelos familiares e amigos como Duda, a adolescente teve os órgãos doados após sua morte e ajudou a salvar outras vidas, deixando um legado que vai muito além da tragédia que interrompeu sua vida.
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Segundo relato feito a OVALE pela irmã, Isabella Rocha da Silva, a jovem era uma menina alegre, sorridente e cheia de sonhos. Sua vida mudou drasticamente na madrugada do dia 2 de junho, quando saiu para comer um lanche após ser convidada por uma amiga.
Duda saiu para comer um lanche e foi atropelada
Durante o trajeto, Duda foi atingida por uma motocicleta que, segundo a família, trafegava em alta velocidade. O impacto foi violento. A roda da moto atingiu o lado esquerdo da cabeça da adolescente.
Maria Eduarda sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou a ser reanimada pela equipe médica. O coração voltou a bater, mas os danos cerebrais foram irreversíveis. Desde então, ela permaneceu internada em coma, lutando pela vida.
Família decide doar os órgãos e salvar vidas
Diante do diagnóstico e da ausência de perspectivas de recuperação, a família precisou tomar uma das decisões mais difíceis de suas vidas: manter a jovem em estado vegetativo ou autorizar a doação de órgãos.
Mesmo devastados pela perda, os familiares optaram por transformar a dor em um gesto de amor ao próximo.
"Não íamos aguentar vê-la naquele estado. Optamos por ajudar outras pessoas. O que nos alivia é saber que vidas foram salvas e que ela cumpriu seu propósito nesta terra", relatou Isabela.
Despedida marcada pela emoção em Aparecida
O velório aconteceu nesta semana, em Aparecida, sob forte comoção de parentes, amigos e colegas de escola. A ausência da adolescente ainda é difícil de aceitar.
"Até agora não caiu minha ficha. Ontem fiquei procurando ela na escola", desabafou a irmã.
Além da saudade, a família espera que a Justiça esclareça as circunstâncias do acidente. "Eu sei que isso não vai trazer minha irmã de volta, mas pode evitar que aconteça com outra criança", afirmou Isabela.