EM ILHABELA

Usina de R$ 56 milhões vai transformar água do mar em potável

Por Da redação | Ilhabela
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Sabesp
Perspectiva artística da primeira usina de dessalinização para abastecimento público de São Paulo
Perspectiva artística da primeira usina de dessalinização para abastecimento público de São Paulo

Ilhabela será sede da primeira usina de dessalinização para abastecimento público de São Paulo. O projeto, que visa ampliar acesso e segurança hídrica na região, será realizado pela Sabesp e beneficiará cerca de 60 mil pessoas, transformando água do mar em água potável.

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A cidade foi escolhida considerando a atividade turística da região e as limitações ambientais para a ampliação da captação convencional de água.

Números

Com investimento de R$ 56,4 milhões, a obra tem previsão de conclusão em três anos. A estimativa é de que a iniciativa impacte diretamente cerca de 60 mil moradores e turistas em bairros como Barra Velha, Itaguaçu, Itaquanduba, Engenho D’Água, Centro, Siriúba, Pedra do Sino, Armação e Ponta das Canas, entre outros.

A nova estrutura ampliará em 20% a capacidade atual de produção do sistema Água Branca e acrescentará vazão de 20 litros por segundo ao abastecimento local. O projeto inclui a implantação de sistemas de bombeamento, adutoras, reservatórios e unidades de tratamento, desde a captação da água até sua distribuição para consumo.

Captação e tecnologia

Atualmente, a Sabesp realiza a captação em um trecho do Ribeirão Água Branca, onde a água ainda é doce.  Com a expansão do sistema, parte da captação será em uma área mais próxima ao encontro do rio com o mar, exigindo dessalinização.

Para transformar a água salgada ou salobra em água potável, será utilizada a tecnologia de osmose reversa. O método aplica alta pressão, forçando a água a passar por membranas semipermeáveis. Essas membranas retêm sais e impurezas.

Inovação

Embora existam iniciativas semelhantes no Nordeste brasileiro, o projeto em Ilhabela será pioneiro no Estado de São Paulo. No Sudeste, a tecnologia é utilizada atualmente apenas em operações industriais, como no Porto de Tubarão, no Espírito Santo.

A expectativa é  de que a obra amplie a resiliência hídrica de Ilhabela diante do crescimento populacional e do aumento da demanda turística ao longo dos próximos anos.

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