Ilhabela será sede da primeira usina de dessalinização para abastecimento público de São Paulo. O projeto, que visa ampliar acesso e segurança hídrica na região, será realizado pela Sabesp e beneficiará cerca de 60 mil pessoas, transformando água do mar em água potável.
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A cidade foi escolhida considerando a atividade turística da região e as limitações ambientais para a ampliação da captação convencional de água.
Números
Com investimento de R$ 56,4 milhões, a obra tem previsão de conclusão em três anos. A estimativa é de que a iniciativa impacte diretamente cerca de 60 mil moradores e turistas em bairros como Barra Velha, Itaguaçu, Itaquanduba, Engenho D’Água, Centro, Siriúba, Pedra do Sino, Armação e Ponta das Canas, entre outros.
A nova estrutura ampliará em 20% a capacidade atual de produção do sistema Água Branca e acrescentará vazão de 20 litros por segundo ao abastecimento local. O projeto inclui a implantação de sistemas de bombeamento, adutoras, reservatórios e unidades de tratamento, desde a captação da água até sua distribuição para consumo.
Captação e tecnologia
Atualmente, a Sabesp realiza a captação em um trecho do Ribeirão Água Branca, onde a água ainda é doce. Com a expansão do sistema, parte da captação será em uma área mais próxima ao encontro do rio com o mar, exigindo dessalinização.
Para transformar a água salgada ou salobra em água potável, será utilizada a tecnologia de osmose reversa. O método aplica alta pressão, forçando a água a passar por membranas semipermeáveis. Essas membranas retêm sais e impurezas.
Inovação
Embora existam iniciativas semelhantes no Nordeste brasileiro, o projeto em Ilhabela será pioneiro no Estado de São Paulo. No Sudeste, a tecnologia é utilizada atualmente apenas em operações industriais, como no Porto de Tubarão, no Espírito Santo.
A expectativa é de que a obra amplie a resiliência hídrica de Ilhabela diante do crescimento populacional e do aumento da demanda turística ao longo dos próximos anos.