TAUBATÉ

Sérgio diz que crise da Prefeitura impede reajuste a servidores

Por Sessão Extra | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Facebook
Em postagem nas redes sociais, prefeito afirmou que ‘decisões ruins’, como empréstimo do CAF, dívida com IPMT e municipalização do HMUT, prejudicam caixa da Prefeitura e demandam medidas ‘impopulares’
Em postagem nas redes sociais, prefeito afirmou que ‘decisões ruins’, como empréstimo do CAF, dívida com IPMT e municipalização do HMUT, prejudicam caixa da Prefeitura e demandam medidas ‘impopulares’

Greve
Em postagem feita nas redes sociais nessa quarta-feira (3), o prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), culpou a crise financeira do município pela não concessão de reajuste salarial para os servidores - a categoria está em greve. "O servidor tem o mérito do reajuste, tem o mérito de ter um aumento salarial, tem o mérito de ter os ganhos. Agora, é claro que não dá para continuar assim. A conta chegou, a gente já falou isso diversas vezes".

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Crise
"A culpa é do servidor? Claro que não. A culpa são de decisões ruins ao longo do tempo. Vamos lembrar que, desde 2017, o município gasta mais do que arrecada. Tem o famoso empréstimo do CAF [Banco de Desenvolvimento da América Latina], tem a dívida enorme com o IPMT [Instituto de Previdência do Município de Taubaté], que também é uma agressão à aposentadoria de todos os servidores, que a gente está colocando em ordem. Tem a municipalização do hospital [HMUT], que traz um peso muito grande para o município, sem necessariamente o aumento de serviço", disse Sérgio.

Tempo
"Todo mundo já sabe os gargalos, e a gente tem que atacar a causa raiz. E todo mundo sabia que demoraria um período também para corrigir, uma dívida de mais de R$ 1 bilhão, o município que mais deve para o governo federal. A gente já sabia dessas dificuldades e eu tô encarando, enfrentando os problemas na raiz", acrescentou o prefeito.

Medidas impopulares
Sérgio afirmou ainda que medidas "impopulares", como o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e a criação da taxa de lixo, "fazem parte desse esforço para assegurar a continuidade dos serviços essenciais, ampliar atendimentos à população, manter equipamentos públicos funcionando e garantir que os salários dos servidores continuem sendo pagos em dia".

Paralisação
A greve da categoria teve início na última terça-feira (2). No mesmo dia, em ação movida pela Prefeitura, o Tribunal de Justiça expediu uma liminar (decisão provisória) que determina que 70% dos servidores municipais permaneçam em atividade, para garantir que os serviços essenciais não serão prejudicados. Nessa quarta-feira, os funcionários aprovaram a continuidade da paralisação.

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