A Polícia Civil intensificou as buscas por três homens apontados como responsáveis pelo assassinato do comerciante chinês Yunsheng Chen, de 51 anos, morto a tiros em frente ao próprio supermercado, em São José dos Campos.
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As investigações revelaram que os suspeitos já haviam sido citados em crimes contra comerciantes estrangeiros e podem ter escolhido imigrantes como alvos preferenciais de roubos na região.
O crime ocorreu na noite de 22 de novembro de 2025, em frente ao supermercado Bom Vizinho, no bairro São Judas Tadeu. O caso causou grande repercussão na cidade e mobilizou uma força-tarefa da Delegacia Especializada de Homicídios do Deic de São José.

Suspeitos teriam monitorado rotina da vítima
Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostraram que os criminosos passaram mais de uma hora observando a movimentação do comerciante antes da execução.
As gravações registraram um GM Astra prata estacionado próximo ao mercado enquanto os suspeitos acompanhavam a rotina de Yunsheng. Pouco depois dos disparos, dois homens foram flagrados correndo em direção ao veículo, que deixou o local em alta velocidade.
Desde o início da investigação, a principal hipótese trabalhada pelos policiais era a de latrocínio (roubo seguido de morte). No entanto, um detalhe chamou a atenção dos investigadores: nenhum objeto foi levado da vítima.
O celular, dinheiro e demais pertences de Yunsheng permaneceram com ele após o crime.
Polícia suspeita que grupo escolhia comerciantes estrangeiros
Durante a apuração, os investigadores identificaram um possível padrão de atuação dos suspeitos. De acordo com a Polícia Civil, dois dos envolvidos já haviam sido investigados por crimes praticados contra comerciantes estrangeiros.
As investigações apontam que o grupo também teria participado de um roubo contra um comerciante colombiano, reforçando a suspeita de que imigrantes eram escolhidos como alvos por serem considerados mais vulneráveis.
Yunsheng havia chegado ao Brasil em 2024 e, pouco tempo depois, adquiriu o supermercado no bairro São Judas Tadeu. Familiares e funcionários relataram que ele era uma pessoa tranquila, dedicada ao trabalho e sem conflitos conhecidos.
Denúncia anônima levou aos suspeitos
O avanço decisivo da investigação ocorreu após uma denúncia anônima indicar a participação de um homem conhecido como "Marquinhos".
A partir dessa informação, os policiais identificaram o veículo utilizado no crime e localizaram o proprietário do automóvel, Marcos do Amaral Silva, de 56 anos.
Segundo a Polícia Civil, Marcos confessou participação na ação criminosa e afirmou ter atuado como motorista do grupo. Em depoimento, ele relatou que levou os comparsas até o local e aguardou dentro do carro durante toda a ação.
Ainda de acordo com seu relato, o plano inicial era praticar um assalto, mas a situação teria evoluído para homicídio após uma suposta reação da vítima.
Três suspeitos são considerados foragidos
Além de Marcos, a Polícia Civil identificou outros dois suspeitos: Lucas Bezerra da Silva, de 26 anos, conhecido como "LK", e Lucas dos Santos Rodrigues, também de 26 anos.
Lucas Bezerra é apontado pelos investigadores como um dos articuladores da ação criminosa. Segundo a polícia, ele já havia sido preso anteriormente em outra investigação de homicídio, mas respondia ao processo em liberdade provisória.
A Polícia Civil informou que imagens de monitoramento, registros telefônicos, depoimentos e informações de inteligência reforçam o envolvimento dos três investigados na morte do comerciante. Atualmente, Marcos, Lucas Bezerra e Lucas dos Santos são considerados foragidos da Justiça.
Polícia pede ajuda para localizar trio
A Delegacia de Homicídios agora concentra esforços para localizar e prender os suspeitos.
Informações sobre o paradeiro de Marcos do Amaral Silva, Lucas Bezerra da Silva e Lucas dos Santos Rodrigues podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp da Polícia Civil, no número (12) 3931-0220.
Segundo a corporação, o sigilo do denunciante é garantido.