A morte do adolescente Kauan Vitor Mesquita dos Santos, 17 anos, após abordagem policial em São José dos Campos, foi filmada pelas câmeras institucionais nos coletes dos policiais militares e será investigada pela Polícia Civil.
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De acordo com o registro policial, Kauan morreu após passar mal durante uma ocorrência relacionada à apreensão de drogas, na região norte de São José dos Campos.
Os policiais disseram que realizavam patrulhamento na região do bairro Alto da Ponte, na zona norte de São José, em local conhecido por ocorrências de tráfico de entorpecentes, quando viram olheiros alertando sobre a chegada da equipe.
Eles disseram que observaram Kauan saindo correndo de uma casa abandonada. Os policiais deram voz de prisão ao adolescente, que parou e, enquanto retornava, sentou-se e começou a vomitar.
Os policiais acionaram o Samu por volta de 18h05. Os socorristas chegaram às 18h34 e identificaram que Kauan estava sofrendo uma possível parada cardiorrespiratória.
Ele foi levado até a UPA Alto da Ponte, dando entrada às 18h44. Na unidade de saúde, Kauan foi atendido por dois médicos. Ele não sobreviveu e teve o óbito constatado às 20h10.
O corpo do adolescente será velado no Velório Municipal de Santana, na região norte de São José. O sepultamento será no Cemitério Municipal Maria Peregrina, no mesmo bairro, às 16h30 desta terça-feira (2).
Nas redes sociais, amigos do adolescente publicaram mensagens dizendo que Kauan teria morrido em decorrência direta da ação da polícia, e não por ter passado mal. O caso gerou debate na internet.
Câmeras corporais registraram ocorrência
Em depoimento à Polícia Civil, os policiais militares informaram que toda a ação foi gravada pelas câmeras corporais. Disseram também que a mãe de Kauan estava na UPA e confirmou a qualificação do adolescente, estando ciente do óbito do menor.
A versão pormenorizada dos depoimentos dos policiais foi gravada através de recursos de áudio e vídeo.
O boletim de ocorrência foi elaborado como ato infracional ligado ao tráfico de drogas (crime consumado) e morte suspeita (morte súbita, sem causa determinante aparente).
A autoridade policial determinou a apreensão dos objetos apresentados pelos policiais militares, os quais serão encaminhados à Delegacia de Polícia da circunscrição dos fatos para eventuais diligências. Também será encaminhado o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico e toxicológico da vítima.
Na casa abandonada de onde Kauan saiu, os policiais afirmaram ter encontrado substâncias entorpecentes. Foram apreendidas 15 porções de crack, 40 porções de cocaína e 80 porções de maconha. Além das drogas, também foi localizada a quantia de R$ 307,65 em dinheiro.
Procurada pela reportagem, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) ainda não comentou o caso. O espaço segue aberto e será atualizado caso haja manifestação da pasta.