PROTEÇÃO

Projeto de alunos de São José sobre autismo é aprovado na Câmara

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Projeto surgiu de um trabalho escolar de dois estudantes da cidade
Projeto surgiu de um trabalho escolar de dois estudantes da cidade

Um projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara de São José dos Campos nasceu de um trabalho escolar desenvolvido por dois estudantes da cidade.

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O PL 65/2026, que propõe medidas de proteção a pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) durante eventos climáticos extremos, surgiu do trabalho dos estudantes Felipe Idesti e Gabriella Lourenço, ambos de 17 anos e alunos do Instituto Alpha Lumen.

O projeto determina que escolas, espaços públicos de saúde e locais de grande circulação contem com áreas preparadas para acolher pessoas com TEA e Pessoas com Deficiência (PCDs) com hipersensibilidade sensorial.

Também prevê treinamento para profissionais que atuam nesses espaços, com foco no atendimento durante situações de emergência climática.

Aprovado em 14 de maio, o projeto de lei começou como um trabalho de conclusão de curso do ensino médio e se tornou um projeto de lei pioneiro no país.

Redução de crises emocionais

Segundo o texto aprovado, a medida busca reduzir crises emocionais e sobrecarga sensorial causadas por tempestades, trovões, ondas de calor, fumaça de queimadas e mudanças bruscas no ambiente.

De acordo com especialistas e entidades ligadas ao tema, pessoas com TEA podem apresentar maior sensibilidade a sons, calor intenso e alterações ambientais.

Ondas de calor, enchentes, ruídos intensos e mudanças bruscas no ambiente não são apenas desconfortáveis. Para muitas pessoas com TEA, podem desencadear crises severas, ansiedade profunda e desregulação emocional. O cérebro autista reage de forma mais sensível a estímulos externos — e, em um mundo cada vez mais imprevisível, isso se torna um desafio real.

Proposta aos vereadores

Felipe e Gabriella apresentaram a proposta aos vereadores de São José após desenvolverem o tema como trabalho de conclusão do ensino médio. Depois disso, o vereador Carlos Abranches (Cidadania) assumiu a autoria do projeto, que também recebeu apoio de outros 14 parlamentares. Todos os vereadores votaram favoravelmente ao projeto.

A proposta ampliou o debate sobre os impactos das mudanças climáticas em pessoas neurodivergentes. Além da acessibilidade física, a lei também trata da chamada acessibilidade sensorial e emocional. Por isso, o projeto passou a ser apontado como uma iniciativa inédita no país voltada à proteção de pessoas com TEA em situações climáticas extremas.

A expectativa agora é que o projeto seja sancionado pelo prefeito Anderson Farias (PSD).

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