ACIDENTE

Idoso morre prensado por carro durante manobra em Caçapava

Por Jesse Nascimento | Caçapava
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Genésio de Sousa, 81 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu
Genésio de Sousa, 81 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu

Um acidente em Caçapava matou Genésio de Sousa, de 81 anos, após ele ser prensado contra um carrinho de reciclagem por um carro na rua Governador André Franco Montoro, no Residencial Esperança, na noite de quinta-feira (21), por volta das 19h50.

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O motorista, de 61 anos, não foi conduzido à delegacia pela Polícia Militar nem submetido ao teste do bafômetro. O acidente gerou comoção entre moradores do bairro Esperança, onde Genésio era muito conhecido.

De acordo com relatos de testemunhas, a vítima estava na via, encostada em um veículo e próxima ao carrinho de reciclagem, quando o motorista tentou fazer uma manobra para estacionar e o idoso acabou prensando entre o carrinho e o carro estacionado.

Genésio ficou gravemente ferido e foi socorrido pelo Samu à Fusam. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. O boletim registrado após a morte qualificou a ocorrência como homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

Ocorrência com vítima

Segundo as informações encaminhadas à reportagem, a Polícia Militar foi acionada ainda na noite de quinta-feira e registrou a ocorrência no local apenas como acidente com vítima.

Mesmo com uma pessoa ferida após ser prensada, o motorista não foi levado à delegacia pelos policiais militares. Ele também não teria sido submetido ao teste do bafômetro no local da ocorrência.

Após a morte de Genésio, a ocorrência foi registrada na Polícia Civil como crime consumado de homicídio culposo na direção de veículo automotor. A requisição ao IML (Instituto Médico Legal) foi emitida pela Delegacia de Polícia de Caçapava na manhã deste sábado (23), com pedido de exame necroscópico para constatação da causa da morte.

Motorista teria fugido em direção à Dutra

Testemunhas relataram que, depois do acidente, o motorista deixou o local em direção à Via Dutra. Ainda conforme esses relatos, populares conseguiram abordá-lo e o obrigaram a retornar ao ponto da ocorrência. Mesmo após esse retorno, o condutor foi liberado no local pela Polícia Militar.

A morte provocou comoção entre moradores do Residencial Esperança. O caso ganhou repercussão no bairro principalmente pela dinâmica relatada por testemunhas e pelo fato de o motorista não ter sido conduzido à delegacia logo após a ocorrência.

O homicídio culposo na direção de veículo automotor ocorre quando alguém causa a morte de outra pessoa no trânsito sem intenção de matar, mas por imprudência, negligência ou imperícia. Essa é a tipificação indicada no boletim de ocorrência registrado após o óbito.

A investigação deverá esclarecer a dinâmica da manobra, a posição da vítima, as condições do local, a conduta do motorista antes e depois do acidente e a atuação inicial das equipes que atenderam a ocorrência.

Falta de condução à delegacia deve ser apurada

Um dos pontos que deve gerar questionamento é a ausência de condução do motorista à delegacia após um acidente com vítima grave. Outro ponto é a ausência de teste de bafômetro, especialmente diante do relato de que o condutor teria deixado o local e só retornado após ser abordado por populares.

A Polícia Civil deve analisar o boletim elaborado pela PM, os relatos das testemunhas, o prontuário médico, o exame necroscópico e eventuais imagens de câmeras próximas ao local.

Moradores do Residencial Esperança relatam comoção com a morte do idoso e cobram esclarecimentos sobre o atendimento da ocorrência. O caso também reforça a necessidade de atenção em manobras de veículos em vias residenciais, especialmente em locais com pedestres, recicladores e carrinhos de coleta.

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