Didi, Vavá, Garrincha, Zito, Pelé e... Nossa Senhora Aparecida.
Ainda assombrado com o fantasma do Maracanaço, oito anos antes, quando perdeu a decisão do Mundial para o Uruguai, em casa, a Seleção Brasileira voltava a decidir uma Copa do Mundo. Os adversários? A Suécia, dona da casa, que também tinha o amarelo como cor do uniforme e o usaria na finalíssima.
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E agora? Depois de 1950, o Brasil havia abandonado o uniforme branco, adotando o amarelo. Para os supersticiosos atletas brasileiros, às vésperas da decisão em Estocolmo, deixar a cor canarinho era sinal de azar. Mas a história mudou graças a uma oração.
Como os suecos também vestiam amarelo, a Seleção precisou improvisar um novo uniforme às pressas. Desesperado, o então chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, buscava uma solução quando encontrou inspiração na imagem de Nossa Senhora Aparecida.
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O manto azul da Padroeira do Brasil deu origem à camisa que se tornaria símbolo eterno da Seleção -- e deu confiança aos jogadores.
Naquela noite, integrantes da delegação correram pelas ruas de Estocolmo atrás de camisas azuis. O escudo foi costurado manualmente às pressas.
No dia seguinte, o Brasil atropelou a Suécia por 5 a 2. Pelé marcou duas vezes. Nascia ali não apenas o primeiro título mundial brasileiro, mas também uma camisa cercada de fé.
Curiosamente, nas Copas de 1994 e 2002, a seleção também usou o azul na campanha que resultou em títulos, contudo, não na grande final.