Um filho agrediu o próprio pai com uma faca em Cruzeiro, após uma discussão familiar na noite de quarta-feira (20). A vítima precisou ser socorrida à Santa Casa da cidade com ferimentos. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal em contexto de violência doméstica.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu por volta das 23h45. A Polícia Militar foi acionada pelo Copom para atender uma ocorrência de desinteligência familiar, com resultado de lesão corporal.
Quando os policiais chegaram ao endereço informado inicialmente, não conseguiram contato com moradores. Populares disseram que o homem ferido havia sido levado por meios próprios à Santa Casa de Cruzeiro.
Discussão evoluiu para agressão
No hospital, a vítima, de 55 anos, relatou aos policiais que havia discutido com o próprio filho, de 25 anos, momentos antes da agressão. Segundo o BO, o filho deixou o local após o desentendimento inicial e retornou algum tempo depois com uma faca.
Ao entrar no imóvel, ainda conforme o registro policial, o autor passou a golpear o pai dentro da sala. A vítima sofreu dois ferimentos perfurocortantes, sendo um deles mais profundo na região do braço esquerdo e outro de menor extensão.
A equipe médica informou, naquele momento, que não havia elementos indicando risco iminente de morte. O homem permaneceu em atendimento na Santa Casa, consciente e orientado.
Filho fugiu após agressão
Após a agressão, o filho fugiu. O documento policial informa que a vítima e outro filho chegaram a perseguir o autor inicialmente. Houve notícia de que ele teria entrado em uma residência de familiares nas proximidades, mas não foi localizado pela equipe policial até o encerramento do registro.
O caso foi registrado como lesão corporal, enquadrada no contexto de lesão praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge, companheiro ou pessoa com quem o autor conviva ou tenha convivido.
A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o próprio filho e informou que compareceria à delegacia para formalizar a intenção. O caso foi encaminhado ao distrito policial da área dos fatos para continuidade das providências de polícia judiciária.
A Polícia Civil deve apurar a dinâmica completa da agressão, ouvir os envolvidos e verificar a localização do autor. O boletim também menciona relato de que o agressor seria conhecido por fazer uso de substâncias entorpecentes, informação que deverá ser analisada durante a investigação.
Não houve prisão em flagrante, porque o suspeito não foi localizado no momento do registro. A apuração deve considerar o atendimento médico, os relatos colhidos pela Polícia Militar e eventual representação formal da vítima.