DESAPARECIDO

Filhos sonham encontrar pai desaparecido há quase 20 anos em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min

Os seis filhos de Agnaldo Barbosa Coelho, conhecido como “Guil”, vivem há quase 20 anos uma busca marcada por angústia, esperança e poucas respostas.

Morador de São José dos Campos, o pedreiro desapareceu em 2006 após viajar para São Paulo com um grupo de moradores da zona sul da cidade para participar de uma reunião de cunho político.

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Desde então, a família tenta localizar o homem, que hoje teria 63 anos. Nos últimos anos, novas pistas reacenderam a esperança dos filhos de encontrá-lo vivo.

A principal suspeita da família é de que Agnaldo esteja vivendo em situação de rua nas proximidades da rodoviária de São José dos Campos e apresente sinais de transtorno mental.

Desaparecimento após viagem a São Paulo

Na época do desaparecimento, Agnaldo morava no antigo Pinheirinho, na zona sul de São José. Segundo familiares, ele embarcou com vizinhos rumo à capital paulista em maio de 2006.

De acordo com relatos, organizadores da viagem teriam pedido para que ele não participasse do encontro devido a problemas relacionados ao alcoolismo. Mesmo assim, Agnaldo insistiu em seguir viagem.

No momento do retorno do grupo ao Vale do Paraíba, ele não apareceu no ponto de encontro combinado. Integrantes da excursão ainda tentaram procurá-lo em São Paulo, mas sem sucesso. O ônibus voltou para São José sem o pedreiro.

Busca começou anos depois

Na época do desaparecimento, os filhos ainda eram crianças. Letícia, uma das filhas, tinha apenas 9 anos quando o pai sumiu. “Eu era muito pequena, não tinha o que fazer. Em 2019 comecei as buscas por conta própria”, contou.

As primeiras pistas surgiram após uma tia localizar um registro de passagem de Agnaldo por um albergue na região da Praça da Sé, na capital paulista.

Anos depois, novas informações passaram a indicar que ele poderia ter retornado para São José.

Pistas na rodoviária de São José

Em 2019, após publicações nas redes sociais, Letícia recebeu mensagens de pessoas que afirmavam ter visto um homem muito parecido com o pai circulando entre a antiga e a nova rodoviária da cidade.

Uma mulher que trabalhava na região chegou a enviar uma foto do homem para a família. “Parecia muito com meu pai. Fui até lá tentar contato, mas ele aparentava ter algum transtorno mental”, relatou Letícia.

Segundo ela, algumas pessoas disseram que evitavam abordá-lo justamente pelo comportamento confuso apresentado pelo homem.

A família então procurou o Centro POP, serviço especializado no atendimento à população em situação de rua. Conforme relato da filha, profissionais confirmaram que um homem chamado Agnaldo já havia sido atendido pela unidade.

“Eles disseram que ele era calmo e não apresentava risco para ninguém”, afirmou.

Família pede ajuda

A suspeita de que o homem visto na rodoviária seja realmente Agnaldo levou a família a registrar denúncia no Disque 100. A expectativa agora é conseguir localizar novamente o possível paradeiro do pedreiro para confirmar sua identidade, inclusive por meio de exame de DNA.

“Eu acredito muito que esse senhor seja ele. Meu pai era alcoólatra e já estava com a mente debilitada”, disse Letícia.

Segundo ela, o homem não foi mais visto nos últimos tempos, mas costumava permanecer entre a rodoviária velha e a nova rodoviária de São José dos Campos.

Quem tiver informações sobre Agnaldo Barbosa Coelho pode entrar em contato com a filha Letícia pelo telefone (12) 98188-8447. Informações também podem ser repassadas de forma anônima à Polícia Militar, pelo 190, ou ao Disque Denúncia, no 181.

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