Os trabalhadores da empresa Zeentech vão continuar em greve em Taubaté. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (13), pelo Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região).
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A continuidade da paralisação ocorre após uma audiência de conciliação terminar sem acordo no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A sessão foi realizada na terça-feira (12), em Campinas.
O impasse teve início após a Alstom encerrar o contrato com a Zeentech, que atua dentro do complexo da fabricante de trens e vagões. A empresa terceirizada já emitiu avisos prévios para 400 funcionários, que representam cerca de 40% da força de trabalho da planta.
“As duas empresas são responsáveis por esse processo. O que contemplaria os trabalhadores é a manutenção dos seus empregos. Mas diante dessa imposição, a indenização que as empresas estão oferecendo é baixíssima e não contempla os trabalhadores", explicou o presidente do Sindmetau, Claudio Batista, o Claudião.
Protesto
No protesto desta quarta-feira, os metalúrgicos penduraram os uniformes na fachada da empresa. Além da greve, o sindicato deve iniciar uma série de manifestações para alertar a população e o poder público sobre o impacto das demissões.
“Neste momento tão difícil para os trabalhadores na Zeentech, pedimos o apoio e a solidariedade de todos para que a gente possa sensibilizar as autoridades que vão julgar esse processo", afirmou o sindicalista.
Os trabalhadores na Zeentech começaram a greve no último dia 6, quando rejeitaram uma proposta de indenização apresentada pela empresa. Eles atuam diretamente no processo produtivo de trens e vagões na Alstom.
A multinacional francesa conta atualmente com contratos ativos de fornecimento para projetos metroviários em países como Brasil, Chile e Taiwan. A fábrica está instalada em Taubaté desde 2015, passando por um processo de ampliação em 2022.
O que diz a Alstom
A Alstom informou que tomou conhecimento de que não houve conciliação entre a Zeentech e o Sindicato de Taubaté na audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. A audiência representava uma oportunidade de encerrar o movimento em curso por meio da negociação. No entanto, após assembleia realizada nesta quarta-feira (13), os funcionários da Zeentech aprovaram a continuidade da greve.
"A Alstom reitera seu compromisso com seus clientes e, diante desse cenário, dará continuidade ao processo de internalização das atividades com a maior brevidade possível. Dessa forma, as vagas inicialmente destinadas à internalização de profissionais da Zeentech poderão, a partir de agora, ser preenchidas por qualquer profissional, independentemente de vínculo anterior com a empresa", disse a empresa, em nota.
"A Alstom reafirma seu compromisso com condições de trabalho que respeitem a legislação vigente, a dignidade dos profissionais e a condução responsável de suas operações, pautadas pela transparência e pelo respeito a todos os envolvidos", completou.