Um pedestre de 48 anos morreu após ser atropelado na noite de sábado (9) na rodovia Presidente Dutra, em Caçapava. O acidente aconteceu no km 130 da pista sentido Rio de Janeiro, na altura do bairro Vila São João.
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A vítima foi identificada como Luciano de Oliveira Chaves. Segundo o boletim de ocorrência, ele atravessava a rodovia quando foi atingido por um Chevrolet Agile LTZ preto, com placas de Jacareí. A família de Luciano cobrou a instalação de uma passarela no local do atropelamento.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o motorista seguia pela Via Dutra quando foi surpreendido pela travessia repentina do pedestre. O condutor ainda tentou realizar uma manobra defensiva para evitar a colisão, mas não conseguiu impedir o atropelamento.
Luciano chegou a ser socorrido por uma equipe de resgate, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames necroscópicos.
O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro.
Motorista não foi preso
O motorista permaneceu no local do acidente, prestou esclarecimentos às autoridades e acompanhou os procedimentos na delegacia. Segundo o boletim policial, ele recusou inicialmente o teste do etilômetro, mas posteriormente aceitou realizar o exame na unidade policial.
O resultado foi negativo para ingestão de álcool. Ainda segundo a Polícia Civil, não havia indícios de embriaguez ou alteração da capacidade psicomotora do condutor, motivo pelo qual o delegado decidiu não efetuar prisão em flagrante.
A perícia técnica e o delegado de plantão estiveram no local para os trabalhos de investigação. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica do atropelamento fatal na Via Dutra, em Caçapava.
Família pede passarela
A morte de Luciano gerou comoção entre parentes e amigos, que lamentaram a partida dele por meio de mensagens nas redes sociais. Eles também cobraram a instalação de uma passarela no local do acidente.
“Ele é meu primo. Infelizmente, já foram feitos vários pedidos aos órgãos públicos competentes para uma passarela nesse local, mas não fomos atendidos. Não é o primeiro e nem será o último [acidente]. Agora só nos resta a dor da perda”, disse Daiane Moura.
“Conheci ele, era um cara gente fina, brincalhão, que Deus o tenha em um bom lugar”, afirmou Roberta Pacheco.
Lena Santos comentou: “Meus sinceros sentimentos aos familiares e amigos, muito triste”.
Procurada pela reportagem, a concessionária RioSP, responsável pela Via Dutra, ainda não comentou sobre o pedido de uma passarela no trecho do acidente. O espaço segue aberto para a manifestação.