A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prendeu nesta terça-feira (5) Wesley Souza Ribeiro, suspeito de envolvimento na morte de Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, motorista da empresa Joseense, encontrada morta com sinais de violência dentro de casa, em São José dos Campos.
Segundo o delegado Neimar Camargo, o suspeito estava no estado do Rio de Janeiro e foi localizado após viajar de ônibus de Resende para Aparecida. Ele foi preso no momento em que descia do coletivo.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios. Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil havia pedido a prisão temporária de Wesley pelo crime de feminicídio, mas a Justiça ainda não havia se manifestado sobre a solicitação. No entanto, os investigadores conseguiram cumprir contra ele um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva, solicitado pela Delegacia de Defesa da Mulher, DDM.
Após a prisão, o suspeito seria apresentado na DDM de São José dos Campos.
Vítima era motorista
Thalita de Arantes Lima foi encontrada morta na noite de segunda-feira (4), em uma residência no bairro Majestic, na região leste de São José dos Campos. De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, ela apresentava perfurações compatíveis com golpes de arma branca, o que reforça a suspeita de feminicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, o ex-marido da vítima encontrou o corpo após arrombar o portão da garagem e visualizar a cena pela janela do quarto. O imóvel estava fechado e, para acessar a residência, as equipes precisaram arrombar uma porta lateral de vidro.
Thalita foi encontrada deitada de lado, sob um cobertor, com vestígios de sangue. Durante os trabalhos periciais, foram identificadas perfurações na lateral do corpo, próximas ao seio, possivelmente causadas por faca. O óbito foi confirmado no local por uma equipe de atendimento avançado.
Outro ponto investigado pela polícia é o desaparecimento do carro da vítima, que não estava na garagem. O corpo apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes da localização.
Sindicato lamenta morte
O Sindicato dos Condutores manifestou profundo pesar pela morte de Thalita. Em nota, a entidade destacou a trajetória da motorista no transporte público e informou que ela também era sócia do sindicato.
Thalita foi lembrada como uma profissional presente, comprometida com a categoria e querida por colegas e passageiros. Antes de atuar como motorista, ela também trabalhou como cobradora no transporte público de São José dos Campos.
“Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força para enfrentar essa perda irreparável”, afirmou o sindicato.
A entidade também ressaltou que a morte de Thalita representa um momento de luto, reflexão e luta contra a violência de gênero.
“O feminicídio é uma realidade que precisa ser combatida com urgência. Não podemos nos calar diante da violência contra a mulher”, destacou a nota.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.