SÉRIE HISTÓRICA

Vale tem 10,4 mil armas apreendidas e 90,5 mil prisões em 10 anos

Por Xandu Alves | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Armas de fogo
Armas de fogo

As forças públicas de segurança apreenderam 10.468 armas de fogo no Vale do Paraíba em um pouco mais de uma década, entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2026, de acordo com a série histórica da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

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Apenas em 2025, a região registra 1.176 armas apreendidas entre janeiro e dezembro, 6% a mais do que no mesmo período do ano anterior, que teve 1.109 apreensões de armas. Nos últimos 10 anos, o Vale mantém a média de três armas apreendidas por dia.

Nesse período, a região tornou-se a mais violenta do estado de São Paulo, com a maior taxa de vítimas de homicídios por 100 mil habitantes – 11,10 atualmente, o dobro da média estadual, de 5,59.

Na ‘capital da violência’, as polícias apreenderam 1.040 armas por ano na última década, em média, entre 2016 e 2025. São três armas apreendidas por dia na região, segundo dados oficiais da SSP.

Variação

Após queda nos três anos anteriores, de 2020 a 2022, o número de armas apreendidas pelas forças de segurança voltou a subir em 2023, com 3,43% de aumento comparado a 2022 – 904 armas apreendidas contra 874.

Em 2024, o percentual de crescimento das apreensões de armas de fogo foi ainda maior: 22,68%, com 1.109 armas contra 904 em 2023.

Trata-se do maior número de armas retiradas de circulação desde 2019, quando o número chegou a 1.146. Na série histórica, o ano de 2003 marcou o recorde de apreensão de armas no Vale: 2.027 apreendidas.

Prisões na região

O número de prisões no Vale chegou a 90.562 nos últimos 10 anos. O total ultrapassa a população de 31 das 39 cidades da região.

Em 2026, no primeiro bimestre, a região contabiliza 1.950 prisões efetuadas, o que representa um aumento de 8,33% na comparação com as 1.800 prisões feitas no ano anterior, no mesmo período.

O ano passado terminou com o maior número de prisões desde 2019, com 10.373 prisões efetuadas pelas forças de segurança na região. Antes de 2025, os recordes tinham sido em 2019 (9.932) e 2013 (9.992).

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