Radares de velocidade em São José dos Campos foram reprovados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), por estarem fora das especificações exigidas para funcionamento dos aparelhos.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Enquanto os instrumentos não forem rerapados, conforme as diretrizes do Inmetro, os radares não poderão multar. Segundo o Inmetro, qualquer multa dada com o radar reprovado e fora das especificações é considerada inválida.
Os dois radares reprovados pelo Inmetro em São José são fixos e estão localizados na interseção entre as avenidas Andrômeda e Iguape e entre a Praça Natal e a rua José Cobra, ambos na região sul.
O radar da Andrômeda foi verificado em 3 de março de 2026 e reprovado pela avaliação técnica. O equipamento tem velocidade máxima de 50 km/h. Na Praça Natal, o radar é de 40 km/h e foi avaliado em 4 de dezembro de 2025, também tendo sido reprovado.
Radar reprovado não pode multar
Enquanto estiverem reprovados, os equipamentos em São José não podem multar os motoristas, segundo informou o Inmetro.
“O radar reprovado tem que parar de operar. Se estiver funcionando, a multa não é válida. Pode funcionar para obter dados estatísticos e histórico de velocidades, mas não está mais habilitado para multar”, explicou Fabio de Souza Lopes, chefe da Dicol (Divisão de Controle Legal de Instrumentos de Medição) do Inmetro.
Segundo ele, a verificação metrológica do radar tem que ser realizada a cada 12 meses, tempo de validade da verificação. A regra vale para todos os radares em operação.
“Temos esses instrumentos cadastrados no sistema. Antes de funcionar, o instrumento precisa ser verificado, e só pode começar a operar se tiver sido verificado pelo Inmetro. Então, ele começa a operar e volta a ser verificado a cada 12 meses”, afirmou.
Empresas pedem verificação
As empresas que operam os radares são responsáveis por comunicar o Inmetro da necessidade de averiguar os radares. Então, o trabalho é feito por unidades em cada estado, espécies de "filiais" do Inmetro. Em São Paulo, o serviço é desempenhado pelo Ipem.
“As empresas chamam o Ipem numa data próxima ao vencimento da verificação para que o Ipem realize nova verificação, renovando o certificado. Se o resultado for aprovado, recebe certificado de verificação, válido por 12 meses”, disse Lopes.
Duas condições são avaliadas na verificação técnica do Inmetro: se o equipamento está em conformidade com o modelo aprovado quando da entrada em operação – não pode trocar peças ou mudar o instrumento sem aprovação prévia do Inmetro – e os erros do radar.
“O Ipem passa pelo instrumento com veículo próprio e com padrão de velocidade instalado nesse carro, e compara a velocidade do carro com a medida pelo radar. A diferença entre esses valores não pode superar a prevista no regulamento, na verificação periódica”, afirmou Lopes. O erro máximo permitido é de 5 km/h ou de 5% para radares de velocidade acima de 100 km/h.
Outro lado
Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos reforçou a importância da aferição feita pelo órgão oficial, o Inmetro, e disse que sempre atende prontamente suas determinações, de maneira a garantir a eficiência das fiscalizações.
“Desde a constatação dessas incongruências, os radares não emitiram multas de velocidade e assim permanecerão até que sejam finalizados os reparos necessários, com nova validação a ser feita pelo Inmetro”, afirmou.