SAÍDA TEMPORÁRIA

Presídios do Vale liberam 3 mil presos na 1ª saidinha de 2026

Por Jesse Nascimento | Tremembé
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/CPP Tremembé
Maior volume de liberações está concentrado no Pemano
Maior volume de liberações está concentrado no Pemano

A primeira saidinha temporária de 2026 vai colocar 3.071 presos nas ruas a partir da próxima terça-feira (17), em unidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, com retorno previsto até 25 de março.

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Entre os beneficiados, estão presos famosos como Lindemberg Alves, condenado pela morte de Eloá Cristina em 2008, e Walter Delgatti Neto, condenado por invadir sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que terá a primeira saída temporária desde a progressão para o regime semiaberto.

O maior volume de liberações está concentrado no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) Dr. Edgard Magalhães Noronha, o Pemano, em Tremembé, com 2.210 presos.

Depois aparecem a P1 Masculina (249 presos) e a P2 Masculina (218) de Tremembé, além de duas unidades femininas na mesma cidade: P1 Feminina (95) e P2 Feminina (101). As demais unidades são: CDP Caraguatatuba (88), CDP de São José dos Campos (14), P1 Potim (93) e P2 Potim (3).

O CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté é a única unidade prisional da região sem presos aptos para esta etapa.

Lindemberg Alves aparece novamente entre os beneficiados. Ele foi condenado pelo assassinato da ex-namorada Eloá Cristina, em um caso que marcou o país em 2008, após mais de 100 horas de negociação durante o cárcere no apartamento em Santo André.

Walter Delgatti Neto, por sua vez, terá a primeira saída temporária nesta nova fase de cumprimento de pena. Conhecido nacionalmente por invasões a sistemas do Judiciário, ele passou a cumprir pena em regime semiaberto depois de decisão favorável à progressão, o que abriu caminho para o benefício, desde que obedecidas as condições impostas pela execução penal.

O prazo informado para retorno dos presos é 25 de março. Quem descumprir a obrigação de voltar no período estabelecido pode perder o benefício, sofrer regressão de regime e ficar sujeito a recaptura. Em casos de abordagem ou suspeita, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou denunciar anonimamente pelo 181.

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