O projeto Acervo da Pandemia, do Centro de Estudos SoU_Ciência da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), completou um ano de operação nesta quarta-feira (12). O acervo é o principal repositório de memória e de evidências sobre a crise sanitária no Brasil.
O marco de um ano coincide com a data que lembra a primeira morte oficial por covid-19 no país.
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O acervo
Desenvolvido em parceria com o Cepedisa/USP e a associação de vítimas Avico Brasil, o acervo está disponível em uma plataforma que reúne cerca de 150 evidências organizadas em 17 eixos temáticos. O material inclui vídeos, áudios e documentos institucionais que registram desde decisões políticas até a propagação de desinformação.
O objetivo é organizar evidências, que, além de contar a história, possam subsidiar investigações sobre a responsabilidade de atores públicos na condução da crise.
Destaque
Um dos diferenciais da plataforma é a seção “O que diz a ciência”, onde as falas de autoridades e conteúdos enganosos são confrontados com dados da OMS e da Anvisa. Os materiais mais consultados são as declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro questionando a eficácia das vacinas.
Há ainda uma ferramenta interativa chamada"necrossistema", que representa uma rede articulada de agentes, incluindo médicos e políticos, que disseminaram discursos tidos como anticiência.
Relevância e próximos passos
Nos últimos 12 meses, a plataforma registrou mais de 51,9 mil aparições em buscas do Google, com acessos significativos vindos de países como Portugal, Estados Unidos, Reino Unido e França.
Para o biênio 2026-2027, o projeto prevê a finalização de uma linha do tempo detalhada das evidências científicas, lançamento de artigos científicos sobre a gestão da desinformação, além de uma exposição em forma de memorial planejada para o Rio de Janeiro.
Como consultar
A plataforma está disponível por meio do link: https://acervopandemia-souciencia.unifesp.br/
O acesso ao acervo é gratuito e aberto ao público.