INVESTIGAÇÃO

Polícia faz reconstituição da morte de esposa de PM do Vale

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Tenente-coronel Geraldo Neto e a policial Gisele Santana
Tenente-coronel Geraldo Neto e a policial Gisele Santana

A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira (2) a reconstituição da morte da policial militar Gisele Alves Santana, 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central de São Paulo.

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Ela era esposa do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, que teve passagens por unidades da PM no Vale do Paraíba, como em Taubaté e São José dos Campos. A família de Gisele disse que os dois viviam um relacionamento abusivo e tumultuado.

A reconstituição do crime foi confirmada pela SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). “A ação faz parte do trabalho investigativo que atua para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido. A autoridade policial segue com as diligências e aguarda o resultado dos laudos”, informou.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas foi alterado após depoimento da mãe, que disse que a vítima vivia relacionamento abusivo com tenente-coronel da PM.

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A morte da PM ocorreu no dia 18 de fevereiro no apartamento onde o casal morava na rua Domingos Paiva. Gisele estava casada desde 2024 com o tenente-coronel. Segundo a versão dele, a policial teria atirado contra a própria cabeça após uma discussão do casal enquanto ele estava no banho.

Em seu depoimento, Neto disse que escutou um barulho e, quando saiu do banheiro, encontrou a mulher ferida. Gisele foi socorrida, mas não resistiu.

A reconstituição faz parte do trabalho de investigação da Corregedoria da PM e da Polícia Civil, que tentam esclarecer as circunstâncias do crime.

Família relata relação conturbada

A mãe de Gisele afirmou à polícia que a filha vivia um relacionamento conturbado e que vinha demonstrando sofrimento emocional nas semanas anteriores.

Segundo familiares, além da mensagem enviada ao pai pedindo ajuda, a policial já havia comentado sobre a intenção de se separar. O pai chegou a se mobilizar para buscá-la, mas ela teria desistido após dizer que ainda conversaria com o marido.

A família também relatou episódios de ciúmes e conflitos no relacionamento.

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