AÇÃO EM PINDA

Casal é preso por vender canetas emagrecedoras falsas no Vale

Por Jesse Nascimento | Pindamonhangaba
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem ilustrativa

A Polícia Civil prendeu em flagrante um casal suspeito de comercializar pela internet canetas emagrecedoras anunciadas como “tirzepatida”, medicamento injetável indicado para emagrecimento, mas que, segundo o boletim de ocorrência, não possuía registro ou autorização sanitária.

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A prisão aconteceu no Conjunto Residencial Araretama, em Pindamonhangaba, após investigação iniciada a partir de informações encaminhadas pela Polícia Federal sobre possível comércio irregular do produto por meio de redes sociais.

No endereço investigado, os policiais encontraram a mulher, de 32 anos, que confirmou a venda do material e apresentou caixas armazenadas em geladeira, conforme o registro policial. O marido, de 36 anos, compareceu posteriormente à delegacia e também recebeu voz de prisão.

Segundo a Polícia Civil, o produto era vendido sem prescrição médica, licença ou qualquer autorização sanitária.

Como funcionava a venda das canetas emagrecedoras

De acordo com a apuração descrita no boletim, o esquema teria duas frentes: O homem seria responsável por adquirir o medicamento fora do estado, havendo menção à possível entrada irregular do produto no país; A mulher realizaria a venda pela internet, utilizando redes sociais para divulgar e negociar as canetas.

O produto era anunciado como “tirzepatida”, com embalagens identificadas como “TIRZEC 15”, segundo descrição do boletim. A comercialização ocorria sem retenção de receita médica e sem comprovação de procedência.

A Polícia informou ainda que o material era mantido sob refrigeração e acondicionado para transporte.

Canetas emagrecedoras: risco à saúde pública

Durante a ação, foram apreendidas caixas do medicamento, além de celulares que podem auxiliar na investigação, permitindo rastrear pedidos, pagamentos, conversas e a origem do material.

No boletim, a “saúde pública” é apontada como vítima, diante do risco de distribuição e aplicação de medicamento sem controle sanitário e sem acompanhamento médico.

A Polícia Civil enquadrou o caso, em tese, nos crimes de: Falsificação, corrupção ou adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (artigo 273 do Código Penal); Contrabando (artigo 334-A do Código Penal).

Segundo o registro, nesse tipo de crime, não é necessária a comprovação de dano efetivo à vítima para caracterização inicial da infração, já que a simples exposição da coletividade ao risco é considerada relevante.

Mercado ilegal de medicamentos preocupa autoridades

Nos últimos anos, medicamentos de alto custo voltados ao emagrecimento e controle de diabetes, como Ozempic e Wegovy, têm sido alvo de furtos, roubos e comércio clandestino na região, segundo registros policiais anteriores.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a origem dos produtos e possíveis outros envolvidos.

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