SEM SOLUÇÃO

Cratera: após vistoria, obra segue indefinida em SJC

São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Cratera aberta na zona sul de São José dos Campos
Cratera aberta na zona sul de São José dos Campos

Mesmo após novas vistorias técnicas, ainda segue indefinida qual será a obra necessária para fechar a cratera aberta na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, na zona sul de São José dos Campos. A informação é da Defesa Civil e da Prefeitura. Enquanto isso, o buraco continua aumentando e mais de 150 pessoas seguem fora de suas casas, sofrendo com a indefinição.

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Cratera cresce e imóveis seguem interditados.

A cratera se abriu no último sábado (7) e avançou nos dias seguintes, levando à interdição de quatro casas e de um prédio de quatro andares, com 34 apartamentos. Ao todo, 156 moradores precisaram deixar os imóveis por risco à segurança e ainda não têm previsão de retorno.

Sem uma solução técnica definida, famílias vivem um cenário de incerteza. A maioria está abrigada em casas de parentes, mas cobra respostas sobre quando poderá voltar para casa.

Novas vistorias e medidas emergenciais.

Nesta segunda-feira (9), equipes técnicas realizaram novas avaliações no local para identificar as causas do colapso do solo. Como medida emergencial, lonas foram colocadas dentro da cratera para tentar reduzir o avanço do buraco. Ainda assim, o solo permanece instável, principalmente devido às chuvas.

Segundo a Defesa Civil, qualquer intervenção depende da estabilização das laterais da cratera, etapa que ainda não foi possível concluir.

Causa ainda é investigada.

Até o momento, não há confirmação sobre o que provocou a abertura da cratera. A Sabesp informou que, embora exista uma tubulação de esgoto na via, o problema estaria relacionado à galeria pluvial, responsável pelo escoamento da água da chuva.

A Prefeitura também informou que há tubulação de gás no local e reforçou que ainda é cedo para apontar responsabilidades, já que as análises técnicas seguem em andamento.

Sem prazo para retorno das famílias.

O prefeito de São José, Anderson Farias (PSD), garantiu que a administração acompanha o caso de forma direta e permanente. Segundo o prefeito, o momento vivido pelos moradores é de grande dificuldade. Ele reconheceu o impacto emocional causado pela interdição das casas e do prédio residencial.

Anderson Farias destacou que, desde a primeira ocorrência, equipes técnicas da Prefeitura, da Defesa Civil e das concessionárias atuam de maneira integrada no local. O prefeito informou ainda que esteve pessoalmente na área durante a madrugada para acompanhar de perto a situação e o trabalho das equipes.

“A nossa prioridade absoluta é a segurança das pessoas. Assumo, como prefeito, o compromisso de acompanhar pessoalmente este caso até a sua completa solução”, declarou.

Rua tem histórico de crateras.

A rua Felisbina de Souza Machado convive há anos com problemas semelhantes. Desde 2011, o local já registrou diversos desabamentos, inclusive com veículos engolidos pelo solo. No fim do mês passado, outra cratera se abriu a cerca de 350 metros do ponto atual, aumentando a preocupação dos moradores com a recorrência do problema.

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