Mesmo após novas vistorias técnicas, ainda segue indefinida qual será a obra necessária para fechar a cratera aberta na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, na zona sul de São José dos Campos. A informação é da Defesa Civil e da Prefeitura. Enquanto isso, o buraco continua aumentando e mais de 150 pessoas seguem fora de suas casas, sofrendo com a indefinição.
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Cratera cresce e imóveis seguem interditados.
A cratera se abriu no último sábado (7) e avançou nos dias seguintes, levando à interdição de quatro casas e de um prédio de quatro andares, com 34 apartamentos. Ao todo, 156 moradores precisaram deixar os imóveis por risco à segurança e ainda não têm previsão de retorno.
Sem uma solução técnica definida, famílias vivem um cenário de incerteza. A maioria está abrigada em casas de parentes, mas cobra respostas sobre quando poderá voltar para casa.
Novas vistorias e medidas emergenciais.
Nesta segunda-feira (9), equipes técnicas realizaram novas avaliações no local para identificar as causas do colapso do solo. Como medida emergencial, lonas foram colocadas dentro da cratera para tentar reduzir o avanço do buraco. Ainda assim, o solo permanece instável, principalmente devido às chuvas.
Segundo a Defesa Civil, qualquer intervenção depende da estabilização das laterais da cratera, etapa que ainda não foi possível concluir.
Causa ainda é investigada.
Até o momento, não há confirmação sobre o que provocou a abertura da cratera. A Sabesp informou que, embora exista uma tubulação de esgoto na via, o problema estaria relacionado à galeria pluvial, responsável pelo escoamento da água da chuva.
A Prefeitura também informou que há tubulação de gás no local e reforçou que ainda é cedo para apontar responsabilidades, já que as análises técnicas seguem em andamento.
Sem prazo para retorno das famílias.
O prefeito de São José, Anderson Farias (PSD), garantiu que a administração acompanha o caso de forma direta e permanente. Segundo o prefeito, o momento vivido pelos moradores é de grande dificuldade. Ele reconheceu o impacto emocional causado pela interdição das casas e do prédio residencial.
Anderson Farias destacou que, desde a primeira ocorrência, equipes técnicas da Prefeitura, da Defesa Civil e das concessionárias atuam de maneira integrada no local. O prefeito informou ainda que esteve pessoalmente na área durante a madrugada para acompanhar de perto a situação e o trabalho das equipes.
“A nossa prioridade absoluta é a segurança das pessoas. Assumo, como prefeito, o compromisso de acompanhar pessoalmente este caso até a sua completa solução”, declarou.
Rua tem histórico de crateras.
A rua Felisbina de Souza Machado convive há anos com problemas semelhantes. Desde 2011, o local já registrou diversos desabamentos, inclusive com veículos engolidos pelo solo. No fim do mês passado, outra cratera se abriu a cerca de 350 metros do ponto atual, aumentando a preocupação dos moradores com a recorrência do problema.