Preso por envolvimento no caso que culminou com a morte da vendedora Camile Santos, 19 anos, em São José dos Campos, Pedro Diório da Silva “zombava” de vítimas de homicídio na cidade, em casos ligados a ele e à guerra entre gangues.
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Pedro foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (9), no Jardim São Vicente, região leste de São José, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça. Ele dirigia o carro em que estava Camile, morta a tiros em 21 de novembro de 2023, no Residencial União, zona sul de São José.
O alvo dos matadores era Pedro, e não Camile, que havia conhecido o motorista horas antes do crime em uma casa noturna na região central de São José. No carro estavam ela, outra jovem de 20 anos e Pedro, que dirigia o veículo. As duas jovens não tinham nenhuma relação com os crimes envolvendo Pedro, alvo de guerra entre grupos violentos de São José.
Eles resolveram ir para uma adega na zona sul. Na saída do estabelecimento, o carro foi emparelhado por outro, no semáforo, e baleado com diversos tiros. Camile foi atingida na nuca e morreu no hospital.
Desde então, a Delegacia de Homicídios de São José dos Campos empenhou esforços para desemaranhar o mistério que pairava sobre a morte da vendedora.
Crimes exaltados nas redes
Pedro já havia sido preso nove dias após a morte de Camile, na cidade de São Lourenço (MG), em ação conjunta entre as polícias Civil e Militar. Ele obteve a liberdade provisória e estava usando tornozeleira.
As investigações apontaram que a morte de Camile foi causada por série de desentendimentos violentos entre grupos rivais e assassinatos por vingança, que desembocaram na tentativa de homicídio de Pedro, em 21 de novembro, da qual ele escapou e Camile acabou morta.
O alvo do crime não era ela, e sim Pedro. Ele está na origem da confusão que levou a vida da vendedora como preço a pagar pela onda de violência.
Segundo a polícia, Pedro já havia sido investigado e preso pelos homicídios de Lucas Felipe dos Santos Cunha, conhecido como “Piu”, e Eder Cesar de Oliveira Coutinho, apelidado de “Orelha”.


Nas redes sociais, segundo a investigação, Pedro exaltava seus crimes e ridicularizava as vítimas, como nos casos de Piu e Orelha. “Eu não quero ouvir mais nenhum piu”, postou ele com a foto de Lucas Felipe morto. Numa outra publicação, ele ridicularizou a morte de Eder Cesar: “Sem orelhada na quebrada”.
A polícia informou que, antes de ser preso nesta segunda, Pedro estava em liberdade provisória e usava tornozeleira.
Entenda o caso: Polícia prende motorista de carro em que Camile foi morta, em SJC