VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Encheu a cara, trancou filhas e queria explodir apartamento

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Encheu a cara, trancou filhas e queria explodir apartamento
Encheu a cara, trancou filhas e queria explodir apartamento

Duas irmãs, de 10 e 14 anos, passaram por momentos de pânico após serem mantidas pelo próprio pai dentro de casa sob ameaça de explosão. O homem, de 64 anos, teria provocado um vazamento de gás no imóvel e ameaçado atear fogo no local enquanto mantinha as filhas trancadas. Ele acabou se entregando após horas de negociação.

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O caso ocorreu na noite de quarta-feira (4), no bairro Brasilândia, na zona norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o homem estava alterado quando se trancou no apartamento com as meninas e passou a fazer ameaças.

Do lado de fora, a esposa do suspeito acionou a polícia. Ela relatou que vive com ele há 14 anos e que, naquele momento, ele se recusava a abrir a porta para conversar.

De acordo com a PM, o homem cortou propositalmente a mangueira do botijão de gás, provocando vazamento, e passou a ameaçar as filhas utilizando um isqueiro. Diante do risco de explosão, o Corpo de Bombeiros e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram acionados para atuar na ocorrência e iniciar a negociação.

Por medida de segurança, todo o prédio foi evacuado para preservar os demais moradores. Após horas de tensão, o homem se rendeu voluntariamente.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro do Mandaqui, onde recebeu atendimento médico. Na sequência, foi levado à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pelo registro da ocorrência.

Em depoimento, as meninas relataram que o pai havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e se tornado agressivo. Segundo elas, ele gritava palavrões e chegou a ameaçar matar todos que estavam no local.

A filha mais nova sofreu ferimentos após ser empurrada e bater a cabeça na parede. Já a adolescente de 14 anos afirmou ter sido estrangulada ao tentar retirar uma faca das mãos do pai. Ambas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito.

A mãe das vítimas declarou que o comportamento agressivo do marido teria se intensificado nos últimos meses por causa do consumo excessivo de álcool. Ela informou que irá formalizar representação criminal e solicitar medida protetiva de urgência contra o companheiro.