POLÊMICA

Nikolas rebate fala de padre do Vale: 'Falta intelecto ou Bíblia'

Por Da redação | Aparecida
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Nikolas Ferreira e o padre Ferdinando Mancílio, do Santuário Nacional de Aparecida
Nikolas Ferreira e o padre Ferdinando Mancílio, do Santuário Nacional de Aparecida

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu, nessa segunda-feira (2), as críticas sofridas pelo padre Ferdinando Mancílio, do Santuário Nacional de Aparecida, sobre a realização da caminhada até Brasília e a defesa do porte de armas.

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Em vídeo gravado em uma missa ocorrida no último domingo (25), o pároco afirmou, sem citar Nikolas, que não adianta uma pessoa sem "nenhum projeto a favor do povo" realizar uma manifestação que, para ele, possui somente o intuito de querer o poder.

A fala do padre aconteceu durante sua pregação em uma missa no Santuário Nacional, mesmo dia em que o ato de Nikolas foi encerrado em Brasília, com a realização de uma manifestação que reuniu cerca de 18 mil pessoas. Na mesma celebração, Mancílio ainda criticou quem defende o porte de armas, o que foi rebatido por Nikolas.

“Falta intelecto ou Bíblia. A arma não é o mal, o mal é quem utiliza. Ou você não lembra quando Caim matou Abel (passagem bíblica) com uma .40? Ou quando Davi matou Golias com uma metralhadora?”, ironizou Nikolas, em um vídeo publicado nas redes sociais.

O deputado também afirmou que as armas podem fazer o bem "da mesma forma que fazem o mal", assim como qualquer outro objeto, e é capaz de "proteger inocentes". Ele também ironizou Mancílio ao mencionar a segurança do Papa Leão 14.

“Ou você acredita que quem defende o Papa e seus seguranças utilizam a Bíblia? Claro que não”, disse Nikolas. “Eles se indignam com um deputado caminhando de forma ordeira e pacífica, mas eu nunca vi essas mesmas pessoas que dizem que estamos politizando a fé, falar do crime organizado no país, e dizer sobre as armas que matam inocentes nas mãos de criminosos”.

De acordo com o deputado, o intuito da caminhada seria defender a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e também a Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo, e dizer que está defendendo a vida. Mentira, quer o poder. Acho que você entende o que estou dizendo”, disse Mancílio.

Na mesma celebração, o padre ainda criticou quem defende o porte de armas:

“‘Padre, eu sou cristão, mas sou a favor das armas’, me disse uma pessoa aqui no Santuário. Não tem jeito, é impossível. A arma só tem uma finalidade, de ferir e matar. Alguém me disse que o machado também mata, mas sua finalidade é outra. De que lado nós estamos?”, questionou o pároco.

Leia mais: Nikolas: bronca de padre do Vale gera polêmica nas redes; VÍDEO

‘Comunista e covarde’

Parlamentares da direita reagiram às críticas do padre sobre a caminhada promovida por Nikolas. Segundo o líder do PL na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), o pároco é uma "vergonha" para a Igreja Católica.

"Padre esquerdista, comunista. Vergonha para a Igreja Católica", escreveu Sóstenes, que também é pastor da Assembleia de Deus, em suas redes sociais.

O senador Magno Malta (PL-ES), que esteve presente no ato, também definiu o padre como "esquerdista e comunista". Em um vídeo divulgado nas redes sociais, neste domingo, ele chamou de covardia a "falta de coragem" do líder religioso em não citar o nome de Nikolas.

“Eu tenho certeza que muita gente que foi à missa está insatisfeita. Você (padre) se incomodou tanto, mas foi tão covarde que não teve nem coragem de dizer o nome do Nikolas”, disse o senador.

Outro parlamentar que criticou o padre foi o deputado federal José Medeiros (PL-MT), ex-vice líder do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro: "Padre ridiculariza marcha para Brasília e autodefesa ao mesmo tempo. Isso não é defesa da paz, está defendendo o discurso do partido do qual é simpatizante", escreveu.

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