Mesmo com queda na quantidade de vítimas de homicídio desde 2024, a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) mantém a liderança da violência no estado, com a maior taxa de vítimas de homicídio de São Paulo desde 2010.
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Considerando o ano passado inteiro, a região registra 278 óbitos em assassinatos e taxa de 10,99 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, a mais alta de todo o estado – 37,55% acima da segunda colocada, a região de Araçatuba, cuja taxa é 7,99.
Nenhuma região do estado, além do Vale, ultrapassa 10 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, patamar considerado como “zona epidêmica para a violência”, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A taxa da região é 136% maior do que a da capital, que tem 4,65 vítimas por 100 mil. A região tem ainda quase o dobro da taxa estadual, de 5,66, e bem acima da média do interior, de 6,24. Os dados são da SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo.
O Vale tem a maior taxa de homicídios do estado desde 2010, quando registrou 15,16 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes. Desde então, a taxa subiu para 18,23 em 2012, começou a cair e chegou ao patamar mais baixo em 2019, com 12,28 por 100 mil.
No entanto, o indicador voltou a subir nos anos seguintes e alcançou 14,59 em 2022, entrando novamente em trajetória de queda e chegando a 10,99 em 2025 – 6,47% de redução comparado a 2024, cuja taxa foi de 11,75 por 100 mil.
A taxa de 10,99 vítimas de homicídio por 100 mil é a menor do Vale na série histórica da SSP, que começa em 2001, mas ainda assim em patamar elevado e acima de todas as regiões paulistas.
O recorde da região ocorreu em 2001, quando a taxa da região era de 26,84 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, e em 2002, com 26,51.