O síndico acusado de matar uma corretora de imóveis costumava desligar o fornecimento de energia do prédio para impor decisões pessoais em situações de conflito, segundo relatos colhidos pela Polícia Civil. A prática teria sido usada de forma recorrente, conforme testemunhas ouvidas durante a investigação.
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O caso é apurado em Caldas Novas, em Goiás. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, já havia cortado a energia do edifício após ser impedido de participar de uma reunião condominial, com o objetivo de inviabilizar o encontro. Testemunhos indicam que a manobra não foi um fato isolado.
Cléber confessou à Polícia Civil, na quarta-feira (28), o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro do ano passado. Segundo a investigação, ele indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata, sendo encontrado em avançado estado de decomposição.
O síndico foi preso e responde por homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de participação no crime. Na chegada à delegacia, Cléber declarou que o filho “não fez nada”.
O porteiro do condomínio onde a vítima morava e trabalhava administrando imóveis da família foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento. A Polícia Civil segue apurando o grau de envolvimento de cada um no crime.