A Justiça absolveu, na sexta-feira (23), Tais Matias Teixeira, de 27 anos, acusada de matar o ex-namorado Lucas Vinícius Lourenço Vieira, de 25. Por decisão da 1ª Câmara Criminal, a Justiça reconheceu que a jovem agiu em legítima defesa.
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O caso ocorreu em setembro de 2024, em Londrina, no norte do Paraná. A apuração apontou que o golpe de faca foi desferido durante uma discussão entre os dois, dentro de uma residência.
Imagens anexadas ao inquérito policial ajudaram na reavaliação do processo. O vídeo, gravado pela irmã de Tais, mostra o casal discutindo. Em determinado momento, o homem toma o celular da ex-namorada enquanto ela tenta acionar a polícia, joga o aparelho no chão e faz um movimento que indica uma agressão. Segundo o entendimento da polícia, foi nesse instante que a jovem reagiu com a facada no peito.
Inicialmente, Tais havia sido denunciada por homicídio qualificado por motivo fútil. Ela ficou presa por cerca de cinco meses e, em março de 2025, passou a responder ao processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica.
Ao analisar o recurso, os desembargadores concluíram que a acusada reagiu diante de uma agressão iminente, o que caracterizou a legítima defesa e resultou na absolvição.
A defesa acompanhou o julgamento e se manifestou após a decisão. “Decisão extremamente importante proferida ontem pela Primeira Câmara do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, onde foi reconhecida a tese de legítima defesa em favor da nossa constituinte Thaís Matias”, afirmou.
Os advogados também destacaram que o colegiado reconheceu a existência de episódios recorrentes de violência doméstica. “Foi reconhecido que a Thaís não foi agredida apenas uma vez. Ela foi agredida repetidas vezes, e que essa mulher não precisava permanecer refém da violência doméstica”, disseram.
Segundo a defesa, a absolvição não deve ser tratada como uma vitória, mas como a correção de uma falha anterior. “Não existe vitória para nenhum dos lados. O que existe nessa decisão é a correção de uma injustiça”, completaram.
O Portal Ric informou que mantém espaço aberto para manifestação da defesa da vítima sobre a decisão judicial.