A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Azimut, nesta quarta-feira (21), em desdobramento da Operação Narco Bet, cuja investigação demonstrou a constituição de associação criminosa estruturada, voltada à movimentação de grandes quantias em espécie, transferências bancárias e de criptoativos. O grupo atua tanto no território nacional quanto no exterior, visando à lavagem de capitais, inclusive decorrente dos fatos antes apurados.
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Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços localizados nas cidades de Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, além de Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ).
Até momento, segundo a PF, foram apreendidos diversos veículos, bem como dinheiro em espécie e outros documentos e equipamentos encontrados na posse dos investigados.
A PF informou que o esquema investigado evidenciou que os envolvidos relacionados com apurações anteriores, com o apoio de outros indivíduos e suas empresas, se utilizavam de um sistema orquestrado para a movimentação de criptoativos, o transporte de valores interestadual, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repassasses, dentre outras atividades que a princípio permitiram a verificação da movimentação de grandes quantias, alcançando um montante superior a R$ 39 milhões.
Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens dos investigados, bem como impostas restrições societárias em desfavor daqueles, tal como a proibição de movimentação empresarial, além da proibição de transferências de bens móveis e imóveis, adquiridos como produtos dos crimes investigados.
As investigações continuam, e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, ocultação ou dissimulação de valores e de capitais (lavagem de dinheiro) e evasão de divisas.