Moradores de um núcleo de ocupação no bairro Bom Retiro, zona leste de São José dos Campos, registraram nesta quarta-feira (21) o agravamento de um vazamento de esgoto que provocou o rompimento do asfalto e a abertura de uma cratera na via pública.
O problema reflete a inexistência de rede de saneamento na localidade, que utiliza uma tubulação improvisada com canos de PVC.
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O problema
De acordo com a comunidade, os encanamentos sofrem entupimentos constantes.
No incidente mais recente, registrado na primeira semana do ano, houve um vazamento que ocasionou o rompimento dos canos e, com o agravamento, a ruptura do solo.
Em vídeo enviado ao OVALE, uma moradora afirma que o buraco aumentou de tamanho sem nenhuma intervenção realizada até o momento. "Só está abrindo mais o buraco. Não vieram aqui", relatou.
Responsabilidades
Segundo os relatos, a Sabesp visitou o local no dia 10 de janeiro, mas não executou o serviço.
No dia 12, uma empresa desentupidora terceirizada também compareceu ao bairro, mas recusou o trabalho sob a justificativa de que o encanamento comum não integra a infraestrutura oficial da companhia, o que impediria a atuação técnica.
A população argumenta que a Sabesp já fornece água encanada no núcleo e, portanto, deveria ser responsável pelo tratamento do esgoto.
"É um 'empurra-empurra', a Sabesp manda a terceirizada sabendo que não tem rede, e nós ficamos sem solução", declarou uma residente.
O outro lado
Em nota, a Sabesp esclareceu que a área citada não possui rede de esgoto sob sua responsabilidade, o que inviabiliza intervenções de suas equipes no endereço.
A Prefeitura de São José dos Campos, após realizar vistoria técnica no dia 13, confirmou a presença de esgoto na via, mas reiterou que o bairro é irregular, afirmando que encaminharia o caso à equipe de Fiscalização para as medidas necessárias.
Procurada para atualização do posicionamento, a administração municipal ainda não se manifestou.
Cenário atual
Apesar das vistorias e dos chamados abertos, o fluxo de esgoto permanece a céu aberto e a erosão do solo continua a comprometer a estrutura da rua.
Os moradores relatam que a luta pela instalação de uma rede regular de saneamento no local já dura 21 anos.
Além do cheiro desagradável, a situação coloca a população em risco de doenças e quedas ao transitar pela área.


