CRIME ORGANIZADO

Investigação sobre João Cabeludo revelou uso de fintech pelo PCC

Por Guilhermo Codazzi e Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Imagens de João Cabeludo, que está foragido na Bolívia
Imagens de João Cabeludo, que está foragido na Bolívia

Uma das primeiras investigações das autoridades públicas que revelou a utilização de fintechs pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) aconteceu em São José dos Campos, segundo o promotor de justiça Alexandre Castilho, membro do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público.

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“Uma das primeiras investigações em que se descobriu a utilização de fintechs pelo crime organizado foi uma investigação aqui de São José, feito pelo Seccold, que é um setor especializado aqui da Polícia Civil de São José que trata de lavagem de dinheiro. Temos parceria com o Seccold”, contou ele durante participação no Documento OVALE Cast, uma grande reportagem em formato de podcast.

A investigação mirava João Cabeludo, que é um dos traficantes mais perigosos do país e que atuava na região do Jardim da Granja, zona sudeste de São José dos Campos. Ele é um dos criminosos mais procurados do Brasil, escondendo-se atualmente na Bolívia. “Nessa investigação nós descobrimos a participação de fintechs”, afirmou Castilho.

“A partir daí também outras investigações, da Polícia Federal, até do próprio Ministério Público, e a mais famosa operação que escancarou essa questão das fintechs foi a Carbono Oculto, tanto que a própria Receita Federal já estabeleceu ali um outro regramento, porque, de fato, as fintechs criavam um ambiente propício para essa circulação de valores sem origem”, completou o promotor.

OVALE Cast contou com a participação do editor-chefe de OVALE, Guilhermo Codazzi, e do repórter especial Xandu Alves. O episódio está disponível nos canais de OVALE no Youtube Spotify, além das redes sociais e no site do jornal.

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