INVESTIGAÇÃO

Jovem diz ter matado padre de 43 anos ao ser forçado a fazer sexo

Por Da redação | Mato Grosso do Sul
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Redes Sociais
Leanderson (à esq.) foi preso pelo assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima
Leanderson (à esq.) foi preso pelo assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima

Leanderson de Oliveira Júnior, de 18 anos, confessou em depoimento à Polícia Civil que matou o padre Alexsandro da Silva Lima, de 43 anos, após ser forçado a praticar sexo oral. Ele afirmou ter usado uma marreta e uma faca para cometer o assassinato e, em seguida, roubou o veículo Jeep Renegade com a intenção de vender por R$ 40 mil no Paraguai.

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O sacerdote foi morto a golpes de martelada e facadas entre a noite de sexta-feira (14) e a madrugada de sábado (15), em Dourados (MS).

Segundo informações policiais obtidas pelo Ligado Na Notícias, Leanderson afirmou que conheceu o padre através do seu ex-cunhado e relatou que o religioso costumava se aproximar de jovens da região. O padre, segundo o relato, se apresentava apenas como Alex, e abordava estudantes na porta da escola, oferecendo pequenas quantias em dinheiro para encontros. 

Leanderson revelou que esteve com o padre Alexsandro na quarta-feira (12), e retornou à casa dele na sexta (14), já com a intenção de roubar o carro e o dinheiro. Declarou ainda que o suposto abuso ocorreu quando ficou sozinho com a vítima.

Ainda segundo o site, o jovem contou no depoimento que usou uma marreta encontrada no imóvel para iniciar o ataque e que o padre ainda tentou se defender. Relatou também que utilizou uma faca para concluir a agressão. Depois do crime, Leanderson tomou banho na casa, buscou a namorada e saiu pela cidade com um amigo de 17 anos, que, segundo ele, chegou ao local quando o padre já estava morto.

Os três passaram por conveniências, encontraram conhecidos e depois seguiram em direção à casa de João Victor, de 18 anos. Leanderson contou a João o que havia ocorrido e o levou até a casa da vítima, onde mostrou o corpo.

Limpeza.

O segundo envolvido afirmou que sugeriu buscar uma solução, mas, ainda assim, o grupo continuou circulando pela cidade até a madrugada de sábado. Conforme noticiado anteriormente, duas adolescentes, de 17 anos, auxiliaram na limpeza de portas e objetos, enquanto João recolhia itens da residência, como talheres, panelas, ventilador, bebidas e eletrodomésticos.

Após fazer um "limpa" na casa, o grupo enrolou o corpo do padre em um tapete, colocou no porta-malas do Jeep e saiu com todos no banco da frente. Os quatro seguiram até a região da rua José Feliciano de Paiva, conhecida como Zé Tereré, onde deixaram o corpo.

O grupo voltou para a casa de João Victor, rodou por outros pontos da cidade, limpou o carro e foi ao mercado por volta das 10h de sábado, quando a polícia os localizou com o veículo.

O desaparecimento do padre levantou um alerta quando familiares tentaram falar com ele e ouviram de uma mulher que o celular havia sido achado em um terreno baldio próximo ao IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). O filho dessa mulher identificou um telefone com símbolo religioso e disse que um Jeep Renegade circulava pela área à procura do aparelho. A equipe policial foi ao local e encontrou o veículo com Leanderson, João e duas adolescentes.

Enquanto uma equipe abordava o grupo, outra realizava perícia na casa da vítima e identificava sinais de violência e sangue. Confrontado, Leanderson revelou onde estava o corpo e citou o amigo adolescente, de 17 anos, que confirmou ter estado na casa, mas negou envolvimento direto na morte e disse que limpou o rosto da vítima antes de ser deixado em uma conveniência. Ele declarou que recusou participar da ocultação do corpo e afirmou que Leanderson pretendia ficar com o carro.

Polícia.

O delegado decidiu pela prisão em flagrante de Leanderson por latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual. João Victor recebeu voz de prisão por furto, ocultação de cadáver e fraude.

O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de latrocínio, enquanto as duas meninas, de 16 e 17 anos, foram apreendidas por atos infracionais análogos aos crimes de furto, ocultação de cadáver e fraude.

A Polícia Civil representou pela conversão das prisões em preventivas e pela manutenção das medidas socioeducativas.

* Com informações dos sites Ligado Na Notícia e Top Mídia News

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