A crise envolvendo a adulteração de bebidas por metanol provocou, além de mortes e intoxicações, uma queda significativa na venda dos bares. A informação é do empresário Antônio Ferreira Júnior, presidente do Sinhores (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São José dos Campos e Região).
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“Durante esse período teve uma queda significativa na venda dos bares, principalmente. As pessoas, com toda razão, ficaram com medo [de com sumir bebidas], com o pé atrás, e com toda razão, e eles entendem”, afirmou Ferreira Júnior.
Nesta sexta-feira (14), a Prefeitura de São José dos Campos anunciou a compra e distribuição de 25 mil testes (foto abaixo) para a detecção de metanol em bebidas alcoólicas.
Os equipamentos, produzidos pela empresa Resix, sediada no PIT (Parque de Inovação Tecnológica) de São José, serão entregues a entidades ligadas aos bares e restaurantes, que ficarão responsáveis pela distribuição aos estabelecimentos associados.
O objetivo é identificar, em poucos minutos, possíveis adulterações em destilados que possam colocar em risco a saúde dos consumidores. Foram adquiridos 250 kits de detecção, com 100 testes em cada um deles.

Bares e restaurantes.
O presidente do Sinhores disse que a entidade estuda como distribuir os testes para os estabelecimentos e orientar que ele seja feito de forma prática.
“Segundo o prefeito Anderson, nós vamos receber um lote de kits de prefeitura, e aí a gente vai distribuir. Vamos pensar num critério e vamos planejar a distribuição”, afirmou.
“É muito importante para a cidade, porque isso vai inibir quem quiser vender bebida adulterada para São José. Aqui existe um teste que vai detectar, então ele pode ter problema com a polícia. Eu imagino que isso vá inibir”, disse Ferreira Júnior.
“Como dono de restaurante, passamos a pensar como é que a gente vai operacionalizar isso lá na hora da pauleira? Mas isso tudo a gente vai ter tempo agora, não vai demorar muito, mas a gente vai ter que pensar em tudo como fazer”, completou.
Segundo ele, a entidade vem informando às empresas e dando dicas de compra de fornecedor de bebidas que seja reconhecido.
“Comprar com nota fiscal, treinar as equipes para que consigam identificar se for uma fraude grosseira, porque nós temos realmente que proteger a saúde e a vida da pessoa que está ali consumindo no nosso negócio. Uma bebida fraudada pode matar alguém, pode ter uma sequela grande, e você acaba com o seu negócio também”, disse o empresário.
“Então, a gente vem orientando desde o início para que essas pessoas, quem for comprar, compre realmente com a nota fiscal, de setor conhecido para garantir a qualidade do produto que a gente de entrega”