FOGOS DE ARTIFÍCIO

Morador de casa que explodiu foi investigado por balão em SJC

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Adir Mariano (no destaque) morava na casa onde ocorreu a explosão; polícia suspeita de que ele morreu
Adir Mariano (no destaque) morava na casa onde ocorreu a explosão; polícia suspeita de que ele morreu

O morador da casa onde ocorreu a explosão na zona leste de São Paulo, na noite de quinta-feira (13), já foi investigado pela Polícia Civil por soltar balões com fogos de artifício em 2011, em São José dos Campos. O nome dele é Adir de Oliveira Mariano, atualmente com 46 anos. O imóvel ficou completamente destruído.

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A Política Técnico-Científica faz exames num corpo encontrado dentro da residência, na rua Francisco Bueno, no Tatuapé, para tentar identificá-lo. A suspeita é de que quem morreu seja Adir. O resultado do laudo necroscópico do IML (Instituto Médico Legal), que ainda não ficou pronto, vai permitir a identificação da vítima.

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São José, o local "armazenava irregularmente fogos de artifício." Adir ainda não foi localizado e aparece, até esse momento, como investigado na delegacia que apura as causas eventuais responsabilidades pela explosão.

A principal hipótese das autoridades é de que esses fogos causaram a explosão que deixou feridas outras dez pessoas que passavam de carro pelo local. As vítimas não correm risco de morte.

Seus veículos também foram danificados com o impacto do deslocamento de ar. Vidros de janelas de imóveis vizinhos se quebraram. Câmeras de seguranças e moradores registraram a explosão.

São José.

Em 2015, Adir e outras pessoas foram absolvidas pela Justiça das acusações de "associação criminosa" porque integrariam grupo de baloeiros que cometeram "crime ambiental" na região.

Em 2011, Adir e outras cinco pessoas chegaram a ser detidos por policiais correndo atrás de um balão que havia caído em São José dos Campos. Soltar balões é crime porque eles podem provocar incêndios em matas e residências em áreas de matas e urbanas.

Um dos detidos usava uma "camiseta de grupo de baloeiros". Após terem sido levados para a delegacia, eles alegaram apenas ter "visto o balão e o seguido". E foram soltos.

Como todos negaram envolvimento com o balão que caiu em São José, há dez anos a Justiça entendeu à época que "não estão comprovados os fatos narrados na denúncia ao crime de soltar balão". E diante disso absolveu o grupo.

No Brasil, a pena para quem é condenado por soltar balões é de 1 ano a 3 anos de detenção, mais pagamento de multa.

Postagem.

Em suas páginas nas redes sociais, ele aparece em fotos e comentários demonstrando seu interesse por balões e fogos de artifício.

Em uma das postagens, feita em 2017, escreveu: "Poucos vão entender q por traz de papel cola vela e fogo existe algo inesplicavel [SIC] um sentimento de adoração e necessidade q nos leva a um lugar único e a explicação é q é um dom q Deus nos abençou (fica a saudade mais também fica a alegria de saber q foi uma pessoa especial q foi selecionada por Deus pra ter o dom desta arte) descanse em paz", escreveu ele para homenagear um amigo que havia morrido.

Para policiais ouvidos pela reportagem, a mensagem acima faz referência a prática de se fabricar e soltar balões, o que é ilegal.

Segundo a Defesa Civil municipal, ao menos 23 imóveis vizinhos da rua foram interditados. Os moradores foram levados para as casas de parentes.

Uma moradora da rua relatou o desespero após a explosão que provocou destruição na esquina das avenidas Celso Garcia e Salim Farah Maluf. Um raio de três quarteiros da explosão teve casas prejudicadas.

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a explosão aconteceu por volta das 19h45. Várias residências e carros foram atingidos. Oito viaturas foram enviadas ao local para prestar socorro.

* Com informações do G1 SP

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