A Polícia Civil investiga o estupro de uma jovem universitária de 22 anos ocorrido em Jacareí. Em estado de choque, a mulher deu entrada no pronto-socorro do Hospital São Francisco de Assis, na noite de quinta-feira (13). O boletim de ocorrência foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) como estupro, com resultado de lesão corporal de natureza grave, e autor desconhecido.
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Segundo o registro policial, a vítima foi levada ao hospital pelo companheiro após ser encontrada dentro do carro, nas imediações do Parque Vale do Sol, bastante desorientada, abalada emocionalmente e com sangramento intenso na região íntima.
O marido relatou à polícia que vive com a jovem há mais de um ano, no bairro Bela Vista, e que ela seguia para a faculdade de Biomedicina, onde cursa o último ano e trabalha na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.
Rastreamento.
Ele contou que passou a acompanhar o trajeto da companheira por meio do rastreador do veículo e de um aplicativo, e percebeu que ela havia desviado do caminho habitual pela Via Dutra, entrando em ruas que não faz parte do percurso normal.
Questionada por mensagens sobre o desvio de rota, a jovem respondeu apenas que “estava tudo bem”. Em seguida, informou ao companheiro que acreditava estar sendo seguida por outro veículo e, por medo, teria mudado o trajeto várias vezes para tentar despistar o suposto perseguidor, evitando inclusive seguir diretamente para casa para não revelar o endereço.
Pânico.
Pouco tempo depois, o veículo parou próximo ao Parque Vale do Sol. O rapaz foi até o local, guiado pelo rastreador, e encontrou a jovem dentro do carro, em estado de pânico, tremendo, desorientada e com grande quantidade de sangue nas roupas.
Ele a colocou no banco traseiro e a levou imediatamente ao pronto atendimento. Durante o trajeto, segundo o relato, a vítima foi perdendo a consciência e chegou a desmaiar ao dar entrada no hospital, sem condições de relatar o que havia acontecido.
Violência.
Ainda conforme o boletim, em breves momentos de lucidez, a jovem mencionou apenas ter visto “uma mão com luva”, sem conseguir identificar o rosto do possível agressor, nem relatar com clareza se foi puxada, abordada ou obrigada a entrar em outro local. Ela também afirmou não lembrar da dinâmica dos fatos, do local exato da agressão ou de eventual ato sexual, apresentando lacunas de memória e forte estado de confusão mental.
Diante do quadro, desorientação, choque emocional, sangramento intenso e suspeita de perseguição por um terceiro, a Polícia Civil registrou a ocorrência como estupro e determinou uma série de diligências.