ATAQUE

PM resgata cão abandonado, é atacado e atira no animal na região

Por Leandro Vaz | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Policial aposentado atirou em cachorro após ataque
Policial aposentado atirou em cachorro após ataque

Um policial militar aposentado ficou ferido após ser atacado por um cachorro na madrugada desta sexta-feira (14), no bairro Morro do Algodão, em Caraguatatuba. De acordo com o boletim de ocorrência, o animal havia sido recolhido da rua pelo sargento, de 66 anos, e vinha apresentando comportamento agressivo nos últimos dias.

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O ataque.

Segundo o relato do policial, o cão, que não teve raça informada, o atacou de forma súbita enquanto ele se preparava para deixar a residência, desferindo várias mordidas na região abdominal e na virilha. As lesões atingiram áreas sensíveis e resultaram em sangramento intenso.

Ainda conforme o depoimento, o sargento tentou se desvencilhar, mas o animal não cessava o ataque. Diante do risco à própria vida, ele usou um revólver calibre .38, devidamente registrado, efetuando três disparos. Somente após o terceiro tiro o cachorro soltou as mordidas.

O animal.

Policiais militares foram os primeiros a chegar ao local. Eles relataram que o cão, mesmo gravemente ferido, ainda estava com sinais vitais.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para tentar socorrer o animal, enquanto o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestou atendimento ao sargento, que apresentava ferimentos profundos e sinais de choque. Ele foi encaminhado ao hospital.

A arma.

O PM aposentado apresentou o revólver Taurus calibre .38 e toda a documentação necessária, incluindo registro e porte legal. Os policiais entregaram à delegacia três cartuchos intactos e três deflagrados.

No despacho, o delegado Rafael Augusto Alves avaliou que a ação se deu em estado de necessidade, já que o ataque representava risco grave e iminente à integridade física do sargento. Por esse motivo, não foi lavrado auto de prisão em flagrante e a arma de fogo não foi apreendida.

O delegado destacou que não houve indícios de dolo ou intenção de praticar maus-tratos, mas sim tentativa de preservar a própria vida. O registro foi feito com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (maus-tratos a animais), porém sem medida restritiva imediata.

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