Após ter o julgamento adiado em outubro, Edcarlos de Oliveira Rocha, de 53 anos, vai a julgamento pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira (18). Ele é acusado de matar um fazendeiro de 75 anos e de sequestrar e violentar a filha dele, então com 11 anos, no Vale do Paraíba.
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O julgamento foi marcado anteriormente para 21 de outubro, no Fórum de São Luiz do Paraitinga. No entanto, um dos jurados alegou que tinha relação com uma das partes, o que comprometeu sua participação no júri. O conselho de sentença (jurados) foi dissolvido e o julgamento foi remarcado para 18 de novembro, também em São Luiz do Paraitinga.
O Tribunal do Júri deve interrogar Edcarlos e ouvir sete testemunhas, além de uma vítima. A expectativa é de o julgamento durar dois dias.
Crimes.
Os crimes aconteceram em 17 de fevereiro de 2023, em Lagoinha, resultando na morte de Bento Gordiano de Carvalho Neto, que tinha 75 anos na época. Edcarlos era ex-funcionário da vítima. Ele também é réu por sequestrar e violentar sexualmente a filha de Bento, que tinha 11 anos na ocasião.
Edcarlos foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado (motivo fútil, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e vítima maior de 60 anos), sequestro e cárcere privado por fins libidinosos, estupro, roubo e estupro de vulnerável, este por três vezes.
A denúncia foi recebida em 24 de abril de 2023, oportunidade em que foi mantida a prisão preventiva do acusado. “Diante da prova pericial e oral colhida, há lastro probatório suficiente para a pronúncia do acusado”, escreveu, na sentença, a juíza Ana Letícia Oliveira dos Santos (leia mais sobre o caso aqui).
Caso condenado, a pena poderá ultrapassar 100 anos de reclusão em regime fechado, conforme expectativa da acusação, que conta com o Escritório Bonafé & Bonafé Sociedade de Advogados como assistente de acusação, representando os interesses das vítimas e de seus familiares.
A defesa de Edcarlos não foi localizada para comentar o assunto. O espaço segue aberto. Em defesa prévia, o advogado pediu o afastamento das qualificadoras do delito de homicídio e a absolvição sumária para outros crimes.