INTERNAÇÃO

‘Matador da Bíblia’ completa 18 meses detido em hospital do Vale

Por Xandu Alves | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Celso Ricardo de Oliveira ficou conhecido como ‘Matador da Bíblia’
Celso Ricardo de Oliveira ficou conhecido como ‘Matador da Bíblia’

Conhecido como ‘Matador da Bíblia’, Celso Ricardo de Oliveira, 46 anos, completou 18 meses de internação no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, mais conhecido como Casa de Custódia.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Ele está detido na unidade desde que uma perícia constatou insanidade mental e levou a Justiça a determinar a custódia dele em hospital psiquiátrico do sistema prisional.

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) confirmou que Celso está internado no Hospital de Custódia de Taubaté desde o começo de abril de 2024, permanecendo internado na unidade atualmente.

“A Secretaria da Administração Penitenciária informa que o paciente citado está custodiado, atualmente, no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté”, disse a pasta.

O exame de sanidade em Celso vinha sendo aguardado desde que a Polícia Civil investigou o envolvimento dele em ataques na zona sul de São José dos Campos, que deixaram dois mortos e oito feridos. Celso foi preso no começo de novembro de 2022.

O laudo era de responsabilidade do Imesc (Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo), autarquia ligada à Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania.

Na época da investigação, familiares de Celso disseram à polícia que ele possuía transtornos psiquiátricos, mais especificamente esquizofrenia paranoide.

Laudo médico de 2020 apontou “evolução grave de doença” em Celso, com “grande resistência à medicação” e “inquietação e impulsos agressivos violentos”, com “risco de morte iminente”.

O laudo dizia que ele necessitava de “cuidados especiais permanentes de segurança e medicamentos”. O prognóstico era de “caminhante para sombrio”.

Hospital.

Em decisão de março de 2024, a Justiça determinou a aplicação de “medida de segurança” para Celso, com internação pelo prazo mínimo de três anos e remoção do réu a hospital de custódia e tratamento psiquiátrico.

A pena deve perdurar “enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação da periculosidade” do matador. Após deixar o CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos, Celso estava preso na unidade 2 do CDP de Guarulhos.

Atualmente, segundo a SAP, o Hospital de Custódia de Taubaté abriga 243 detentos para uma capacidade de 244 internos. Na Ala Especial Provisória, a unidade abriga 160 para uma capacidade de 123.

Ataques.

Segurando uma Bíblia na mão e uma pistola na outra, Celso foi indiciado por ter matado duas pessoas e ferido outras oito em São José. Um adolescente de 16 anos e um homem de 47 anos morreram nos ataques do matador.

Ele ainda utilizava uma carteira de identificação falsa da Polícia Militar e trabalhava como segurança de forma clandestina, portando arma de forma ilegal.

Para a polícia, se Celso não fosse preso, ele iria continuar matando em São José, tese confirmada por áudios do matador descobertos pela polícia, aos quais OVALE teve acesso. Ele se transformaria num ‘serial killer’ da região.

Nos áudios do matador, Celso dizia que pretendia “matar seis” na região sul de São José e que “vai morrer uns 15” no Campo dos Alemães. Ele se dizia “justiceiro”.

A reportagem não localizou o advogado de Celso que consta no processo. O espaço segue aberto.

Comentários

Comentários