TECNOLOGIA

Brasileira cria caneta que detecta câncer em 10 segundos

Por Da redação | Estados Unidos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Universidade do Texas
O dispositivo MasSpec Pen detecta câncer em 10 segundos com acurácia de mais de 92%
O dispositivo MasSpec Pen detecta câncer em 10 segundos com acurácia de mais de 92%

A química brasileira Lívia Schiavinato Eberlin, professora da Baylor College of Medicine nos Estados Unidos, desenvolveu o dispositivo MasSpec Pen, apelidado de "caneta que detecta câncer". A tecnologia é capaz de identificar se um tecido é saudável ou cancerígeno em apenas 10 segundos durante a cirurgia, com acurácia de 92%. O método otimiza cirurgias e reduz o tempo de anestesia dos pacientes.

Ao encostar o aparelho no tecido suspeito, uma microgota de água estéril extrai as moléculas da superfície do tecido sem causar danos. Essa gota é então enviada para um aparelho chamado espectrômetro de massas, que analisa a estrutura dessas moléculas em tempo real e rapidamente informa se o tecido é normal ou tumoral.

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Esta rapidez e precisão representam um grande contraste com o método atual, que exige um exame de congelação. Este procedimento pode levar de 20 minutos a 1h30, mantendo o paciente sob anestesia enquanto a equipe cirúrgica aguarda a confirmação da margem de segurança.

Com o MasSpec Pen, o resultado instantâneo permite ao cirurgião saber imediatamente se é necessário remover uma área maior, otimizando o procedimento e reduzindo o risco de complicações.

No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está conduzindo o primeiro estudo clínico fora dos Estados Unidos com a caneta. Inicialmente, o estudo acompanha pacientes com câncer de pulmão e de tireoide, mas as próximas etapas incluirão tumores de mama, fígado e ovário. A equipe brasileira também busca verificar se o dispositivo pode medir o perfil imunológico do tumor, informação atualmente obtida dias após a cirurgia.

A tecnologia, que já demonstrou acurácia superior a 92% em estudos anteriores, caminha para a aprovação das agências regulatórias, como a FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil.

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